Brasil no meio

China elogia Embraer (EMBR3) em meio a impasse com a Boeing

A declaração foi dada pelo porta-voz do ministério, Lin Jian, durante entrevista coletiva em Pequim

Sobre o Apoio

Ipê Investimentos Investimentos Acessar site
Funcionários ajeitam letreiro da Embraer durante exposição em Las Vegas - REUTERS/David Becker
Funcionários ajeitam letreiro da Embraer durante exposição em Las Vegas - REUTERS/David Becker

O Ministério das Relações Exteriores da China elogiou o Brasil como “uma grande potência aeronáutica” nesta quarta-feira (16), em meio a informações sobre a suspensão de compras de aviões da Boeing por companhias chinesas.

A declaração foi dada pelo porta-voz do ministério, Lin Jian, durante entrevista coletiva em Pequim. Ele foi questionado sobre a reportagem da Bloomberg, divulgada na terça-feira (15), que apontava que autoridades chinesas teriam orientado empresas aéreas a suspender entregas da fabricante norte-americana.

Não tenho conhecimento dos detalhes e encaminho a questão às autoridades competentes”, disse Lin Jian, sem confirmar a suspensão.

Parceria com o Brasil

Mesmo que tenha evitado comentar diretamente o impasse, o porta-voz destacou a relação entre os dois países. “Atribuímos importância à cooperação prática com o Brasil em vários campos, inclusive a aviação”, afirmou.

O diplomata enfatizou que a colaboração entre China e Brasil se deu com base em princípios de mercado.

Embora a Embraer, fabricante brasileira, seja a terceira maior do mundo em aviões comerciais, seus modelos – de menor porte – não concorrem diretamente com os jatos de longo alcance da Boeing.

Disputa comercial

A possível suspensão das compras de aeronaves ocorre em meio à escalada das tensões comerciais entre China e Estados Unidos.

Lin Jian criticou a postura do governo norte-americano.

Os EUA não estão em posição de apontar o dedo para a cooperação entre a China e os países”, declarou.

A retaliação chinesa surge após o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump (Republicano) ter instituído tarifas sobre produtos importados em 2 de abril.

Em resposta, Pequim elevou tarifas para até 125% em mercadorias dos EUA, inclusive peças e aeronaves.

A Casa Branca anunciou na noite de terça-feira (15) que pode impor tarifas de até 245% sobre certos produtos chineses, e aprofundou a disputa entre as duas potências.

As informações são do site Poder 360.