
Com a desaprovação nas alturas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer reverter a situação. Por isso, ele apresentou propostas para injetar os R$ 30,7 bilhões na economia brasileira até 2026.
Popularidade de Lula
As novas medidas são uma resposta à queda na aprovação do governo. De acordo com levantamento do PoderData divulgado em 29 de janeiro, 40% dos brasileiros avaliam a gestão como ruim ou péssima.
Já o Datafolha, em pesquisa de 14 de fevereiro, apontou percentual similar, com 41% de reprovação.
A pesquisa Quaest dessa semana mostra dados alarmantes para o governo Lula. A desaprovação do presidente chegou a alcançar 55% em São Paulo e 64% no Rio de Janeiro.
De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, “mais do que gerar esperança, o atual governo produz frustração na população”.
Nesse contexto, novo pacote de medidas anunciado inclui liberação do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) e pagamento do Pé-de-Meia.
Novas medidas econômicas
Para evitar desaceleração econômica em ano eleitoral, Lula propôs algumas ações como aumento da distribuição de remédios gratuitos pelo Farmácia Popular e liberação do saldo bloqueado do FGTS.
Além disso, também se estuda a ampliação do crédito consignado privado, que poderia movimentar até R$ 120 bilhões, segundo estimativa da Febraban. No entanto, a efetividade da medida depende de fatores como regulação, oferta de crédito e condição macroeconômica.
Outro ponto de destaque é o programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio. A iniciativa, que já se tornou um dos símbolos do terceiro mandato de Lula, tende a expandir ainda mais.
Porém, há uma preocupação do Tribunal de Contas da União sobre a expansão. O órgão alerta que o programa terá custo de R$ 13 bilhões em 2025, mas o governo reservou somente R$ 1 bilhão no orçamento.
Banco Central e taxa de juros
A política monetária também está em debate. O Banco Central, agora com maioria de diretores indicados por Lula, mantém uma postura firme no controle da inflação.
A taxa Selic, atualmente em 13,25% ao ano, pode ser ajustada de acordo com o desempenho econômico do país. O governo sinaliza que confia na nova diretoria do BC, mas defende medidas que garantam maior dinamismo econômico.