
O governo dos Estados Unidos oficializou a imposição de uma tarifa de 25% sobre automóveis e peças importadas.
A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, será publicada no Federal Register – equivalente ao Diário Oficial dos EUA – nesta quinta-feira (4), entrando em vigor imediatamente para veículos e a partir de 3 de maio para componentes automotivos.
A nova taxa será aplicada a sedans, SUVs, picapes e vans, além de motores, transmissões e sistemas elétricos. No entanto, empresas que fabricam determinadas peças nos EUA poderão pagar a tarifa apenas sobre a parte estrangeira do veículo.
O documento também alerta que declarações incorretas sobre o “conteúdo nacional” dos automóveis poderão resultar em tarifas retroativas sobre o valor total do produto.
Medida busca fortalecer indústria automotiva nacional
Segundo o governo norte-americano, a decisão tem como objetivo proteger a segurança nacional e fortalecer a indústria automotiva doméstica.
O documento argumenta que o aumento das importações compromete a cadeia de suprimentos do setor e que alguns concorrentes estrangeiros se beneficiam de subsídios considerados “injustos”.
O texto ainda estabelece a criação de um mecanismo para incluir novas peças automotivas na lista tarifária. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, terá 90 dias para definir um processo de avaliação para novas inclusões.
Empresas e associações do setor poderão solicitar a aplicação de tarifas sobre componentes específicos, desde que comprovem impactos negativos na indústria nacional.
Após análise do governo, caso a solicitação seja aprovada, a tarifa entrará em vigor imediatamente após publicação no Federal Register.
União Europeia e Japão como alvos dos EUA
A decisão norte-americana destaca que negociações anteriores com a União Europeia e o Japão não resultaram em acordos considerados satisfatórios para os interesses da indústria automotiva dos EUA.
Já o United States-Mexico-Canada Agreement (USMCA), acordo entre EUA, México e Canadá, prevê algumas isenções, mas, segundo o governo, os efeitos foram limitados.