
As ações de Apple (NASDAQ:AAPL), negociadas no Brasil pelos BDRs de código AAPL34, caíam 7,8% no pré-mercado em Nova York (NY), por volta de 9:40 da manhã desta quinta-feira, 3 de abril.
O movimento sucede o anúncio do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de que imporia uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações para os EUA e taxas mais altas sobre dezenas de outros países, inclusive a China.
De acordo com a agência Reuters, a Rosenblatt Securities diz que a Apple (AAPL34) pode enfrentar US$ 39,5 bilhões em custos tarifários e reduzir potencialmente os lucros em 32% em uma base anualizada.
A corretora acrescenta que a companhia precisa de um aumento de 40% no preço dos dispositivos para compensar os custos das tarifas e a Samsung pode ganhar uma vantagem competitiva.
O BofA Global Research, por sua vez, reduziu o preço-alvo para as ações de Apple (AAPL34), de US$ 265 para US$ 250, e declarou que, se as tarifas forem mantidas, e a Apple absorver o impacto dos custos, a empresa pode ver o EPS reduzido em US$ 1,24 em 2026.
Jefferies espera que US$ 500 bilhões em investimentos dos EUA possam ajudar a garantir isenções tarifárias. A Apple (AAPL34) foi isenta em 2018 durante a administração anterior de Donald Trump.
Em fevereiro, a Apple (AAPL34) disse que gastaria US$ 500 bilhões em investimentos nos EUA nos próximos quatro anos, inclusive uma fábrica gigante no Texas para servidores de IA.
A Jefferies calcula que cerca de 15% dos iPhones (aproximadamente 35 milhões de unidades) são montados na Índia, 85% montados na China e cerca de 33,0% das vendas globais do iPhone são para os EUA (76 milhões).
No entanto, no pior cenário tarifário, a corretora projeta que o lucro líquido da Apple (AAPL34) no ano fiscal de 25,0% cairia 14,0%.
As informações são da agência Reuters.