
A política comercial do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump (Partido Republicano), atinge um novo marco nesta quarta-feira (2) com a entrada em vigor das tarifas recíprocas.
O presidente batizou a data como “ Liberation Day” (Dia da Libertação), e argumenta que representa o momento em que os EUA se desvinculam da dependência de produtos estrangeiros.
As novas tarifas complementam uma série de medidas protecionistas implementadas por Trump desde o início de seu segundo mandato, em 20 de janeiro.
De acordo com a Casa Branca, os detalhes sobre os países afetados e as respectivas alíquotas serão divulgados às 17:00 (horário de Brasília). O Brasil pode estar entre os alvos.
Lista dos 15 Sujos
A Casa Branca teria elaborado uma lista chamada “ Dirty 15” (15 Sujos), inclusive China, México, Canadá, Taiwan e a União Europeia.
Após a assinatura do decreto em 13 de fevereiro, a Casa Branca divulgou um documento em que citou o etanol brasileiro como exemplo de barreira tarifária “ desproporcional” contra os EUA.
A administração norte-americana alega que os Estados Unidos cobram apenas 2,5% de tarifa sobre o etanol importado, enquanto o Brasil impõe uma taxa de 18% sobre o produto norte-americano.
O governo brasileiro argumenta que o superávit comercial dos EUA com o Brasil justifica a isenção do país dessas tarifas.
Especialistas apontam que, caso a taxação seja mantida, os impactos dependerão dos setores afetados e da estratégia adotada pelo Brasil.
Como o Brasil se prepara para reagir a Trump?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que pode adotar medidas retaliatórias caso um recurso na Organização Mundial do Comércio (OMC) não resolva a questão das tarifas adicionais sobre aço e alumínio, impostas por Donald Trump desde o dia 12 de março.
O texto seguiu para a Câmara dos Deputados e pode ser votado sem necessidade de passar pelo plenário do Senado Federal.