Às 10:14 desta sexta-feira (4), o Ibovespa (IBOV), principal índice acionário da B3, iniciou o dia em queda de 2,13% e apresentou um recuo aos 128.350,54 pontos.
O índice cai fortemente porque a China anunciou nesta sexta-feira (4) a imposição de tarifas adicionais de 34% sobre todas as importações dos Estados Unidos (EUA). A medida foi uma retaliação direta às novas tarifas “recíprocas” reveladas pelo presidente Donald Trump nesta semana.
O movimento sinaliza uma escalada decisiva rumo a uma guerra comercial total entre as duas maiores economias do mundo.
O Ministério do Comércio chinês afirmou que a nova alíquota passa a vigorar na próxima quinta-feira, 10 de abril.
A taxa corresponde exatamente ao aumento anunciado por Washington e eleva o total de tarifas aplicadas por ambos os lados a patamares históricos.
As exportações chinesas para os EUA, por exemplo, passarão a ser taxadas em mais de 60%.
Esse nível até recentemente era considerado o pior cenário possível por autoridades em Pequim.
Em nota oficial, o governo chinês classificou as medidas americanas como:
- – “uma típica ação unilateral de intimidação”.
Pequim avalia que o episódio:
- – “viola as normas do comércio internacional e prejudica seriamente os direitos e interesses legítimos da China”.
Payroll não ameniza volatilidade causada pela China
Os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos (EUA) mensurados pelo relatório Payroll para março mostraram um aumento de 0,30% no crescimento mensal dos salários médios, de acordo com as estimativas iniciais.
Além disso, o número de empregos não-agrícolas cresceu em 228.000, e superou as expectativas de alta de 140.000.
O desemprego permaneceu estável em 4,2%, dentro das projeções, apontou o Payroll.
Os dados divulgados mostram que os empregos no setor público federal dos Estados Unidos sofreram uma queda de 4.000 postos em março, em comparação com o mês anterior.
- – A variação do emprego total não-agrícola em janeiro foi revisada para baixo em 14 mil vagas, uma vez que anteriormente foram 125.000 e agora foram corrigidas 111.000.
- – Já a variação de fevereiro foi revisada para baixo em 34 mil vagas, uma vez que anteriormente foram 151.000 e agora foram corrigidas para 137.000.
Com essas revisões, o crescimento do emprego em janeiro e fevereiro combinados ficou 48 mil vagas abaixo do que havia sido inicialmente divulgado.