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Em janeiro, os papéis da IRB Brasil operavam na faixa de R$ 40. Mas, mesmo antes dos tombos de março, as ações da resseguradora já tinham passado por trancos, até cair no barranco e deslizar a R$ 7. Hoje, as ações estão na faixa dos R$ 11. Qual é a novela por trás dos números — e quais são os próximos capítulos?

A carta da Squadra

Tudo começou no início de fevereiro, com carta da Squadra questionando os demonstrativos contábeis da IRB para o quarto trimestre do ano passado. Segundo o documento da gestora, a resseguradora teria lucros recorrentes inferiores aos reportados. A companhia negou, mas a Squadra insistiu na afirmação uma semana depois. 

“A companhia informa ainda que está avaliando com seus assessores legais as medidas cabíveis a serem tomadas neste cenário, onde o emissor da carta tem interesse econômico diametralmente conflitante com os interesses da companhia”, afirmou a IRB em nota. 

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O caso Buffett

Já no começo de março, circulou no noticiário local a informação de que a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffet, não só teria participação na IRB, como estaria estudando aumentar sua posição. 

O comunicado negando o boato garantiu mais uma queda para as ações da resseguradora: “A Berkshire Hathaway Inc. não é atualmente acionista da IRB, nunca foi uma acionista do IRB e não tem intenção de ser acionista da IRB”, afirmou a empresa do oráculo de Oklahoma. 

Entra e sai no comando

No final de fevereiro, em meio às especulações sobre fraude contábil, o então presidente do conselho de administração, Ivan Monteiro, renuncia. Em março, o presidente interino, Pedro Guimarães, também entregou o cargo. Antonio Cassio dos Santos ocupa hoje o cargo.

Ainda em março, a sede da empresa em São Paulo foi visitada pela Polícia Federal, em investigação que teria como alvo o ex-vice-presidente, Fernando Passos. Em noa, a IRB sustentou que a operação “não está relacionada à companhia”.

E agora?

Em relação às investigações sobre os números da IRB, está correndo o processo de auditoria com o escritório de advocacia Felsberg e a firma KPMG. O próximo round de demonstrativos, referentes ao primeiro trimestre de 2020, foi adiado para o próximo dia 29 — a previsão inicial era para começo de maio. 

Além disso, a empresa está sob fiscalização especial da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) porque, segundo comunicado da IRB, “a companhia observa elevado índice de solvência e de volume de ativos livres”, que não são aceitos pelo órgão para cobertura de provisões técnicas e margens de liquidez. 

Enquanto isso, a Justiça determinou que a IRB deve comprovar meios de arcar com o ressarcimento de R$ 1 bi por prejuízos causados a investidores. A companhia recorreu da decisão do começo da semana, mas teve o pedido negado.


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