Setor pressionado

Ações da Brava (BRAV3) derretem 10%, com preço do Brent e rebaixamento do Goldman Sachs para venda

Decisão do banco foi impactada pelo cenário atual, onde Donald Trump impôs taxas que atingem o setor de petróleo

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Brava Energia - BRAV3
Foto: montagem/JC-SM

As ações da Brava Energia (BRAV3) operam em forte queda nesta quinta-feira (3). Por volta das 12:00, os papéis caíam 10,71% a R$ 20,26. E o motivo? A queda do petróleo Brent e o rebaixamento da recomendação do Goldman Sachs para as ações da companhia.

O banco rebaixou as ações BRAV3 para ‘venda’, em uma decisão que não reflete necessariamente problemas internos da empresa, mas sim uma leitura mais ampla sobre o cenário global do petróleo e suas implicações no desempenho futuro dessas empresas.

A expectativa de preços mais baixos do petróleo afeta diretamente a receita da Brava, uma vez que ela depende da cotação internacional da commodity.

Com essa queda no valor do barril, o potencial de crescimento da empresa diminui, tornando o investimento menos atrativo e afastando investidores.

Por volta das 10:45, o petróleo Brent recuava 6,12% a US$ 70,35, pressionado pelas tarifas anunciadas por Donald Trump.

A medida do presidente dos Estados Unidos (EUA) alimentou temores de que a escalada na guerra comercial possa prejudicar o crescimento econômico global e a demanda por petróleo.

Petróleo sob pressão: mais oferta, menos crescimento

Outros fatores também moldam o mercado de petróleo neste momento: um crescimento econômico global mais fraco e um aumento da oferta por parte dos grandes produtores.

Apesar de algum dinamismo na Europa, a desaceleração da economia nos Estados Unidos e na Ásia tem reduzido a demanda pela commodity.

Paralelamente, os países da Opep, que antes tentavam conter a oferta para sustentar os preços, enfrentam dificuldades em manter esse compromisso.

Além disso, um fator geopolítico pode intensificar ainda mais essa pressão: um possível acordo entre Donald Trump e a Rússia.

Se um entendimento for firmado, o petróleo russo pode voltar com mais força ao mercado internacional, aumentando a oferta e empurrando os preços para baixo.

Brava: o impacto nas ações

Empresas do petróleo, como a Brava, que dependem diretamente da cotação do barril, acabam sofrendo com essa menor previsibilidade de crescimento, o que reflete diretamente nas decisões de investimento.

Assim, a incerteza no mercado de petróleo adiciona volatilidade às ações do setor.

O rebaixamento do Goldman Sachs pode ser interpretado como um sinal de cautela, mas também pode abrir espaço para oportunidades para quem aposta em uma recuperação do mercado no médio e longo prazo.