Investigação avança

Americanas (AMER3): ex-CFO revela ter coagido bancos à fraude, diz jornal

A fraude, segundo o Ministério Público Federal (MPF), ocorreu entre 2016 e 2022 e ocultou uma dívida de R$ 25 bilhões

Sobre o Apoio

Ipê Investimentos Investimentos Acessar site
Americanas (AMER3): ex-CFO revela ter coagido bancos à fraude, diz jornal

A delação do ex-diretor financeiro (ex-CFO) da Americanas (AMER3), Fabio Abrate, revelou que a varejista pressionava bancos para ocultar operações de antecipação de recebíveis dos auditores. Ele mencionou Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11), que negam irregularidades.

A fraude, segundo o Ministério Público Federal (MPF), ocorreu entre 2016 e 2022 e ocultou uma dívida de R$ 25 bilhões.

De acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico, Abrate afirmou que a fraude poderia ter acabado em 2016 se os bancos tivessem se negado a cooperar com a rede a camuflar essas operações, chamadas de risco sacado, e mencionou claramente essas linhas na documentação enviada aos auditórios dos varejistas.

Abrate diz que a companhia chegou a ameaçar romper os contratos com os bancos se não atendessem o pedido.

Minha função era muito simples, eu negociava com os bancos. Então, eu falei, se por isso [declarar existência do risco sacado], acabou a operação”, disse Abrate. “Ou não apresenta, ou a gente vai trocar [de banco]”.

O Itaú (ITUB4) afirma que nunca retirou informações de suas cartas de circularização e que a responsabilidade pelos balanços era da Americanas (AMER3).

O Santander repudia qualquer insinuação justa à lisura e correção em sua relação com a empresa, reitera ter sido também vítima das fraudes”, respondeu o Santander (SANB11).