
Mercados financeiros na Europa despencaram nesta sexta-feira (4) após a intensificação da disputa comercial entre China e Estados Unidos. Esse é pior dia das bolsas desde 2020, influenciada pela Covid-19.
As principais bolsas do continente registraram perdas, com os índices STOXX 600 e DAX entrando oficialmente em território de correção.
A nova rodada de tarifas anunciada pela China foi uma resposta direta às medidas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (2). A China impôs uma sobretaxa de 34% sobre todos os produtos norte-americanos, além de impor restrições à exportação de terras raras.
STOXX 600 tem pior desempenho desde a crise da Covid-19
O índice da Europa STOXX 600 fechou o dia em queda de 5,1%, marcando sua maior retração diária desde os piores momentos da pandemia em 2020. Porém, desde o pico histórico de 3 de março, o índice já acumula uma desvalorização de 12%, caracterizando uma correção técnica no mercado.
Além disso, a semana também foi marcada por perdas: o STOXX 600 caiu mais de 8% nos últimos cinco pregões — o pior desempenho semanal em cinco anos.
Queda generalizada nas principais bolsas da Europa
O tombo foi generalizado na Europa. Na Alemanha, o DAX recuou 4,95%, atingindo 20.641,72 pontos, enquanto na França o CAC 40 caiu 4,26%, fechando aos 7.274,95 pontos. Em Londres, o índice FTSE 100 desvalorizaram-se 4,95%, a 8.054,98 pontos.
Assim, a Itália registrou a maior baixa entre as principais economias da região: o índice Ftse/Mib despencou 6,53%, encerrando o dia em 34.649,22 pontos. Em Madri, o Ibex-35 teve queda de 5,83%, e em Lisboa o PSI20 perdeu 4,75%.
Além disso, às 15:44 desta sexta-feira (4), o Ibovespa (IBOV), principal índice acionário da B3, recuava 3,10% aos 128.350,54 pontos.