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A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA)(CBAV3) divulgou seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2024, e destaca uma expressiva redução no prejuízo líquido e um aumento significativo no EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado.
O prejuízo líquido da companhia somou R$ 56 milhões no período, uma melhora substancial em relação à perda de R$ 586 milhões registrada no mesmo trimestre do ano retrasado.
O EBITDA ajustado atingiu R$ 486 milhões, um crescimento de 377,0% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A receita líquida alcançou R$ 2,30 bilhões, uma alta de 20%.
Os números refletem um avanço na recuperação operacional da companhia, impulsionado por um aumento no preço médio do alumínio e uma maior concentração de vendas em produtos de maior valor agregado.
Desempenho anual da CBA (CBAV3): Empresa foi marca por uma redução de perdas e expansão de receitas
No consolidado de 2024, a CBA (CBAV3) registrou um prejuízo líquido de R$ 73,0 milhões, uma redução expressiva frente aos R$ 810 milhões de perdas acumuladas no ano anterior.
O EBITDA ajustado totalizou R$ 1,38 bilhão, um avanço de 350% na base de comparação anual.
A receita líquida da companhia no ano foi de R$ 8,170 bilhões, crescimento de 11,00% em relação a 2023.
O segmento de alumínio, responsável por 96% da receita consolidada, registrou R$ 2,2 bilhões no quarto trimestre, uma alta de 20%.
O desempenho positivo foi impulsionado pelo aumento de 18% no preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME), além da valorização do dólar, que beneficiou a empresa devido à precificação da commodity em moeda norte-americana.
Dívida da companhia impactada pela valorização do dólar
Apesar da melhora operacional, a alta do dólar registrou um efeito adverso sobre a dívida da CBA (CBAV3). A empresa encerrou 2024 com uma dívida líquida de R$ 3,910 bilhões, um aumento de 66% em relação ao final de 2023.
A alavancagem da companhia caiu para 2,84x a dívida líquida sobre o EBITDA, uma melhora significativa frente às 7,70x registradas no ano anterior.
“ Fizemos um pré-pagamento de R$ 571,0 milhões e refinanciamos uma outra parcela da nossa dívida. Prolongamos o nosso prazo médio, mas quando se olha o endividamento total, ele não caiu tanto porque a desvalorização do real, como temos a maior parte da nossa dívida em dólar, levou a uma marcação a mercado que aumentou o valor “, explicou Luciano Alves, CEO da CBA, ao Broadcast.
O executivo destacou que, apesar do impacto cambial, a empresa segue focada na eficiência operacional e na melhoria contínua de sua estrutura financeira.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.