
Romeu Zema, governador de Minas Gerais (MG), enviou à Assembleia Legislativa uma proposta para alterar a Constituição Estadual a fim de eliminar a necessidade de um referendo no caso de privatização de suas empresas de energia, saneamento e gás, como são os casos de Cemig (CMIG4) e Copasa (CSMG3).
Além disso, o projeta altera a exigência de votos para aprovação dessas privatizações para 50% + 1 voto na Casa (atualmente, em 60%).
A XP Investimentos viu o fato como uma notícia positiva para Cemig (CMIG4) e Copasa (CSMG3), e pode ser considerada como o primeiro passo no longo caminho para a privatização.
Analistas acreditam que o governo estadual só enviaria tal proposta se acreditasse que a chance de aprovação seria alta.
Apesar disso, existem várias questões a serem resolvidas antes que essa batalha seja vencida.
Dentre elas, Vladimir Pinto, head de Energia e Saneamento da XP Investimentos, e a analista Maíra Maldonado destacam:
- – (i) a aprovação das privatizações de cada empresa na ALMG;
- – (ii) a definição do modelo regulatório da Copasa;
- – (iii) o modelo de privatização a ser escolhido (venda de todas as ações, capitalização + venda secundária, etc.); e
- – (iv) a situação da Gasmig (vendida junto com a Cemig ou separadamente).
A XP Investimentos mantém recomendação neutra para os papéis da Cemig (CMIG4), com preço-alvo de R$ 13,00, e indica à venda as ações de Copasa (CSMG3), com preço-alvo de R$ 17,00.