Estratégia

CSN (CSNA3) conclui compra da Estrela, empresa do setor logístico, por R$ 742,5 milhões

aquisição permite à companhia explorar novas oportunidades de transporte multimodal, incluindo ferrovias, rodovias e terminais portuários

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Informações sobre a CSN Mineração (CMIN3)
Divulgação

A Companhia Siderúrgica Nacional – CSN (CSNA3) anunciou nesta terça-feira (2) a conclusão da aquisição de 70% do capital social da Estrela, um empresa com atuação no setor logístico, pelo valor total de R$ 742,5 milhões.

A aquisição faz parte do plano da CSN para fortalecer suas operações intermodais, maximizando o uso da infraestrutura existente nas regiões onde a companhia já atua.

Com isso, a empresa pretende otimizar o escoamento de produtos siderúrgicos, minerais e outros insumos, alavancando a logística como um diferencial competitivo.

A transação, iniciada em 30 de dezembro de 2024, foi oficialmente finalizada no dia 1º de abril de 2025.

Sobretudo, a Estrela é a holding do Grupo Tora, um dos maiores operadores logísticos do Brasil, com mais de 50 anos de experiência no setor de integração rodoferroviária e operações de terminais.

O setor logístico tem sido um dos focos de investimento da CSN, que busca reduzir custos e aumentar a eficiência de sua cadeia de suprimentos.

Assim, a aquisição da Estrela permite à companhia explorar novas oportunidades de transporte multimodal, incluindo ferrovias, rodovias e terminais portuários.

CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) disparam após balanços, mas BTG recomenda cautela – entenda o porquê

BTG Pactual reforçou sua recomendação ‘neutra’ para as ações tanto da CSN (CSNA3) quanto da sua subsidiária CSN Mineração (CMIN3), após observar desafios no balanço do 4° trimestre que causam preocupações.

No caso da CSN, o principal ponto de atenção é a falta de clareza sobre a velocidade do processo de desalavancagem.

“Estamos mantendo nossa classificação neutra para CSN e CMIN devido a preocupações com a alocação de capital e à falta de visibilidade sobre o ritmo de desalavancagem”, afirma o BTG.

Como foi o balanço da CSN no 4° trimestre?

A holding CSN (CSNA3) teve um prejuízo líquido de R$ 85 milhões no quarto trimestre de 2024, uma melhora significativa de 110% em relação ao mesmo período de 2023, quando o prejuízo foi mais expressivo.

No EBTIDA (lucro antes juros e amortizações), a empresa atingiu R$ 3,3 bilhões, 46% superior ao trimestre anterior e 17% acima das estimativas do BTG.

O BTG Pactual encarou esses resultados como robustos.

O EBITDA do segmento de aço alcançou R$ 656 milhões, com margem de 10,6%, retornando ao patamar de dois dígitos pela primeira vez em um longo período.

O bom resultado foi impulsionado pela queda nos preços das matérias-primas e pelo controle mais rígido de custos. “As melhorias sequenciais foram principalmente devido à redução dos preços de matérias-primas”, ressaltou o banco.

No entanto, o BTG alerta que, apesar da melhoria operacional, a CSN continua enfrentando desafios em sua estrutura de capital.

O fluxo de caixa livre (FCF) permaneceu negativo no trimestre, com a alavancagem ainda elevada em 3,49x, um fator que segue como ponto de atenção para investidores.

“Apesar da evolução operacional, a CSN continua queimando caixa, reportando FCF negativo no trimestre e progresso limitado no balanço patrimonial”, pontuou o banco.

Como foi o balanço financeiro da CSN Mineração?

A CSN Mineração (CMIN3) também reportou resultados expressivos, com um EBITDA de R$ 2 bilhões, 32% acima das projeções do BTG Pactual e um crescimento de 77% em relação ao trimestre anterior.

Esse desempenho foi atribuído ao aumento de 36% no preço médio do minério de ferro e à redução de despesas não recorrentes.

“O resultado acima do esperado foi amplamente impulsionado por três fatores: volumes 4% acima, preços realizados 18% superiores e o impacto de despesas não recorrentes”, explica o BTG.

Outro destaque positivo foi a geração de fluxo de caixa livre de R$ 212 milhões, mesmo com um aumento de 39% nos investimentos em capital (capex), que totalizaram R$ 659 milhões. Essa performance alivia as preocupações do mercado em relação à sustentabilidade financeira da empresa.

“É positivo ver alguma geração de FCF, apesar do maior capex”, conclui o banco.

Apesar disso, o atraso na execução de projetos e a avaliação considerada elevada em relação aos concorrentes (6,5x EV/EBITDA 2025) justificam a postura mais cautelosa do BTG ao manter recomendação neutra.

“Embora reconheçamos as melhorias operacionais da companhia, mantemos nossa recomendação neutra devido ao ambiente macro desafiador e à execução atrasada de projetos”, destaca o BTG.