A Direcional Engenharia (DIRR3) anunciou, nesta quarta-feira (2), que a agência de classificação de risco S&P Global reafirmou seu rating brAAA. A perspectiva se mantém estável.
Esse simboliza o mais alto nível de classificação concedido pela agência e reflete a solidez financeira e a eficiência operacional da companhia.
O relatório da S&P destacou a robustez das métricas financeiras da Direcional (DIRR3) nos últimos anos. A agência ressaltou sua liquidez confortável e um perfil de dívida bem distribuído.
Além disso, a agência enalteceu a capacidade da empresa de manter um nível sustentável de alavancagem. De acordo com os analistas, a companhia mantém o potencial de atravessar períodos de juros altos sem comprometer sua estrutura financeira.
A perspectiva estável indica a expectativa de que a Direcional segue com um número sólido de lançamentos nos próximos três anos. Com isso, mantém sua alavancagem em controle.
A projeção da S&P estima que o fluxo de caixa operacional sobre a dívida líquida deve ficar entre 2% e 7% no período. A relação entre dívida líquida ajustada e capital deve oscilar entre 55% e 60%.
Balanço da Direcional
A posição da S&P surge após a Direcional anunciar um lucro líquido recorde de R$ 181,4 milhões no quarto trimestre de 2024.
O resultado representa um crescimento anual de 82,2% e tornou-se o maior registrado pela companhia em um trimestre.
O desempenho da Direcional (DIRR3) foi impulsionado pela receita líquida, que também atingiu um patamar histórico de R$ 924,2 milhões no período, um salto de 45,6%.
Em 2024, a empresa reportou dívida líquida ajustada de R$ 4,6 bilhões – cerca de 84% relacionada a permutas. Isso resultou em alavancagem, medida pela dívida sobre capital, de 67,4% em 2024, versus 58,7% em 2023.
“Consideramos que as dívidas relacionadas a aquisições de terrenos são mais flexíveis em comparação com uma dívida financeira tradicional, o que traz um conforto maior à nossa análise da empresa”, pontuou a S&P.
O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia também apresentou avanço expressivo, com a soma de R$ 247,50 milhões, alta de 161,90% em relação aos R$ 94,50 milhões reportados um ano antes.
A margem EBITDA foi de 26,8%, apesar da queda de 12,00 pontos percentuais.
“ Chegamos ao final de mais um ano com o claro sentimento de termos alcançado grandes realizações, que fazem deste o melhor ano de nossa história“, destacou a administração da Direcional (DIRR3), em comunicado oficial.