
Em um dia de forte queda para as bolsas norte-americanas, após o anúncio do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Ibovespa se mantém aos 131 mil pontos. Além disso, o dólar se desvalorizou mais de 1% frente ao real.
Nesta quinta-feira (3), os mercados globais derretem, com o temor de uma recessão generalizada. Na véspera, o presidente norte-americano anunciou o que ele chama de “tarifas recíprocas” a mais de 100 países.
Além disso, Trump impôs uma tarifa geral de 10% a todas as importações que entrarem no país, e de 25% para todos os carros importados.
Apesar disso, a tarifa imposta para o Brasil foi de 10%, o que ajuda a aliviar as tensões no mercado interno.
Para Leandro Ormond, analista da Aware Investments, a reação do Ibovespa pode ter relação com o fato de que o Brasil terá uma tarifa mínima sobre seus produtos exportados.
“Essa diferenciação tarifária pode representar uma vantagem competitiva para o Brasil no comércio internacional, especialmente no segmento de commodities. Além disso, o real se valorizou, com o dólar chegando a ficar abaixo de R$ 5,60 na mínima do dia, alcançando seu menor nível desde outubro de 2024. Essa valorização reflete uma percepção de que o Brasil pode estar relativamente bem-posicionado para lidar com as novas dinâmicas do comércio global”, explicou.
Apesar dessa reação inicial mais branda do mercado brasileiro, o cenário internacional segue cercado de incertezas, segundo o analista.
As tarifas impostas pelos EUA aumentam o risco de uma escalada nas tensões comerciais, o que pode trazer impactos negativos para a economia global, visto que essas tarifas foram maiores do que o esperado para a maioria dos países – e uma recessão nos Estados Unidos já é esperada. Na Europa e Ásia, as bolsas fecharam em queda, reagindo de forma bem negativa a essas novas políticas tarifárias. Diante disso, os investidores devem permanecer atentos aos desdobramentos e a eventuais retaliações por parte dos países afetados pelas medidas americanas.”