
Nesta sexta-feira (4), próximo ao fechamento do pregão, por volta de 16:48 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 2,91%, aos 127.318,72 pontos. As ações de commodities pesaram sobre o índice, com Brava (BRAV3) liderando as perdas (-12,20%).
O índice reagiu à retaliação da China, com imposição de tarifas adicionais de 34% sobre todas as importações dos Estados Unidos. A medida ocorre após uma série de taxas “recíprocas” assinadas pelo presidente Donald Trump nesta semana.
Além disso, o Ministério do Comércio chinês afirmou que a nova alíquota passa a vigorar na próxima quinta-feira, 10 de abril. O movimento sinaliza uma escalada decisiva rumo a uma guerra comercial total entre as duas maiores economias do mundo.
Marcelo Farias, head de renda variável da Onfield Investimentos, explicou que o investidor volta a precificar um cenário desafiador no mercado local.
“Na composição do Ibovespa, o destaque negativo ficou para as ações de commodities […] o investidor deve manter atenção total aos próximos desdobramentos da tensão entre China e Estados Unidos, além de ficar de olho nos próximos passos do Fed”, afirmou Farias.
Em meio às tensões do mercado, o dólar comercial (compra) disparou 3,68% nesta sexta, cotado a R$ 5,835. O VIX, também conhecido como “índice do medo”, subia 44,94%, alcançando US$ 43,60 por volta das 16h00 (horário de Brasília).
“A imposição de tarifas pelos Estados Unidos, somada às contramedidas, tende a afetar negativamente o fluxo do comércio internacional, comprometendo o crescimento econômico global. Ao mesmo tempo, pode gerar pressões inflacionárias em diversas economias”, afirmou Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.