ATUALIZAÇÕES SOBRE MOVIMENTAÇÕES DO IBOVESPA:
- – 17:15: Ibovespa: +0,54%, aos 131.749,72 pontos.
- – 10:09: Ibovespa: -0,04%, aos 130.989,38 pontos.
Na sessão anterior…
Na última terça-feira, 15 de outubro, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão em alta de 0,03%, aos 131.043,27 pontos.
Brasil
Nesta quarta-feira (16), o mercado financeiro local acompanha a coletiva sobre o horário de verão com o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD-MG), às 13:30.
Além disso, o fluxo cambial semanal e a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com bancos para discutir bets e taxas de super-ricos também estão no radar.
Rigor fiscal
Simone Tebet (MDB-MS), ministra do Planejamento e Orçamento, comentou que o primeiro pacote econômico a ser apresentado ainda neste ano vai ser menor em comparação ao que deve vir futuramente.
Após uma reunião com Fernando Haddad (PT-SP), ministro da Fazenda, ficou claro que o governo deseja ajustar as expectativas sobre as medidas.
Tebet destacou que o tempo restante para o fim do ano era curto para colocar todas as revisões estruturais em pauta e que novas propostas serão discutidas até 2026.
Ela também afirmou que algumas discussões, como a política de valorização do salário mínimo, estão fora de cogitação por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que assegura que o mínimo sempre vai crescer acima da inflação.
A agenda de revisão de gastos deve ser submetida à aprovação do presidente da República após o segundo turno das eleições municipais, e o governo vai discutir o máximo de medidas possíveis com o Congresso Nacional.
Tebet mencionou que algumas propostas ficarão para uma terceira etapa, com foco em medidas que possam gerar impacto fiscal entre R$ 1 bilhão e R$ 5 bilhões, e estima uma liberação de até R$ 20 bilhões no Orçamento, embora outras fontes econômicas prevejam um impacto entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões em 2025.
A revisão dos gastos tributários, que envolvem cerca de R$ 600 bilhões em renúncias fiscais, vai ficar para o próximo ano.
Sobre os super-salários no setor público, Tebet reconheceu a questão como ilegal e inconstitucional, mas não definiu um prazo para sua inclusão na agenda.
Auxílio-gás
O ministro Fernando Haddad (PT-SP) conquistou uma vitória em sua busca pelo equilíbrio fiscal após a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de retirar a urgência da análise do projeto de lei que criaria uma nova forma de operacionalizar o auxílio-gás.
O presidente da República interveio no conflito entre o ministro da Fazenda e o ministro Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia (MME).
A proposta defendida por Silveira permitiria que a Caixa Econômica Federal (CEF) recebesse o dinheiro diretamente das empresas de petróleo, o que especialistas consideram uma forma de driblar o limite de despesas do arcabouço fiscal, algo rejeitado por Fernando Haddad.
A princípio, o programa prevê quadruplicar o orçamento do Auxílio-Gás até 2026, de R$ 3,4 bilhões para R$ 13,6 bilhões.
Meta de inflação
Em carta ao Conselho Monetário Nacional (CMN), um grupo de economistas sugere aumentar a meta de inflação de 3,0% para 4,0%, uma vez que observam o alvo atual como disfuncional.
Eles acreditam que a meta de 3%, considerada excessivamente baixa, pressiona setores com preços menos rígidos e prejudica a economia.
Entre os signatários da carta estão Nelson Marconi, Luiz Gonzaga Belluzo, Leda Paulani e Demian Fiocca.
Eles pedem uma revisão da política econômica.
EUA
Nesta quarta-feira (16), o mercado norte-americano lida com uma agenda de indicadores e de eventos esvaziada.
Investidores por lá monitoram a temporada de balanços. Nesta quarta-feira (16), chegou a vez do Morgan Stanley divulgar números.
Europa
Reino Unido – A inflação ao consumidor (CPI) do Reino Unido subiu 1,70% em setembro, abaixo da previsão de 1,90%, segundo o ONS, o órgão de estatísticas do país. No mês, o CPI ficou estável.
O núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, aumentou 0,10% em setembro e 3,2% em relação ao ano anterior, abaixo das expectativas de 0,30% e 3,4%, respectivamente.
Zona do Euro – O mercado financeiro observa Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), discursar em evento.