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IBOVESPA HOJE - Produção industrial e relatório ADP são destaques, em dia de anúncio das tarifas de Trump

Principal índice da B3 inicia o dia em leve queda, mas se mantém acima de 131.000 pontos

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ATUALIZAÇÕES DE MOVIMENTAÇÕES DO IBOVESPA:

  • Fechamento: Ibovespa encerra em leve alta de 0,03%, aos 131.190,34 pontos.
  • – 10:08: Ibovespa: -0,04%, aos 131.099,82 pontos.

AO VIVO: Trump diz que EUA irão impor tarifa geral de 10% sobre todas as importações

Na sessão anterior…

Na última terça-feira (1°), o Ibovespa (IBOV), principal índice da B3, a Bolsa de Valores brasileira, encerrou o pregão em alta de 0,68%, aos 131.147,29 pontos.

Brasil

Nesta quarta-feira (2), o mercado financeiro local observa a produção industrial de fevereiro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os eventos, investidores monitoram as comemorações dos 60 anos de Banco Central (BC), com Gabriel Galípolo, presidente da autarquia, Fernando Haddad (PT-SP), ministro da Fazenda, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tarifas de Trump sobre o Brasil

BTG Pactual alerta que o Brasil vai sofrer impactos caso Donald Trump imponha tarifas generalizadas a setores específicos. No entanto, pode escapar se a taxação atingir apenas países com grandes déficits comerciais com os Estados Unidos (EUA).

Atualmente, a tarifa média sobre importações brasileiras chega a 5,8%, enquanto os EUA aplicam cerca de 1,3-%. O Brasil também adota mais barreiras não tarifárias, com 86,00% contra 77,00% dos EUA e 72,00% da média global.

Caso os EUA equiparem sua tarifa média à do Brasil (5,8%), a balança comercial pode perder US$ 3 bilhões. Se aplicarem uma tarifa linear de 25%, a perda pode ultrapassar US$ 10 bilhões até 2026.

As barreiras sanitárias e fitossanitárias do Brasil equivalem a tarifas médias entre 20% e 40%. O BTG Pactual alerta para o risco de os EUA imporem tarifas superiores a 5,8% para compensar essas barreiras regulatórias.

Uma possível redução das barreiras não tarifárias prejudicaria setores que usam muitos insumos básicos, além das indústrias de vestuário, maquinário e produtos semimanufaturados, que enfrentariam maior pressão competitiva.

Etanol

O relatório do USTR destacou a importância do Etanol nas negociações comerciais entre Brasil e EUA, e reforça antigas queixas norte-americanas sobre barreiras tarifárias brasileiras.

Especialistas temem que o documento sirva como justificativa para Trump impor tarifas unilaterais.

A tarifa sobre o etanol norte-americano tem sido a principal reclamação dos EUA, e o Brasil dificilmente vai escapar de uma revisão caso queira negociar.

O setor privado recomenda cautela na reação brasileira, e prioriza a análise dos impactos antes de definir estratégias de negociação com os EUA.

Para manter o diálogo com os americanos, o Brasil vai precisar considerar alternativas à redução da tarifa sobre o etanol, atualmente em 18%enquanto os EUA cobram 2,5% sobre o produto brasileiro.

O relatório critica as tarifas relativamente altas do Brasil sobre automóveis, peças automotivas, eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e vestuário.

Ao contra-ataque?

Diante disso, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e dos Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o Brasil vai aguardar o anúncio do plano tarifário de Donald Trump antes de definir sua estratégia de resposta.

Ele ressaltou a importância do comércio com os EUA, e destacou a exportação de produtos de maior valor agregado.

O vice-presidente da República elogiou a aprovação do projeto de lei (PL) da Reciprocidade no Senado Federal, mas reforçou que o governo vai buscar negociação e complementariedade econômica diante das tarifas americanas.

Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República, também defendeu o diálogo como prioridade para evitar impactos negativos. Caso as negociações falhem, o Brasil vai adotar retaliações estratégicas.

Nos últimos dias, Lula suavizou o tom, evitou críticas e reforçou a disposição para o diálogo com os EUA.

EUA

Nesta quarta-feira (2), o mercado norte-americano monitora os números da criação de empregos no setor privado, pelo relatório ADP.

Tarifas de Trump

Nesta quarta-feira (2), Donald Trump anuncia medidas tarifárias contra mais de 50 países, inclusive o Brasil.

O anúncio ocorre no evento Make America Wealthy Again, às 17:00 (horário de Brasília).

Entre as opções, estão tarifas diferenciadas por País, uma alíquota universal de 20% e uma sobretaxa menor para um grupo específico.

A porta-voz Karoline Leavitt indicou que as tarifas sobre automóveis e as recíprocas entrarão em vigor em 3 de abril.

Embora Trump tenha dito que decidiu, segue aberto a negociações com alguns países selecionados.

Israel antecipou-se e eliminou tarifas sobre produtos norte-americanos. O Reino Unido adotou uma postura calma, enquanto o Canadá prometeu retaliações direcionadas para impactar os EUA sem prejudicar sua própria economia.

O Swissquote Bank prevê um anúncio midiático e potencialmente caótico. Tarifas moderadas poderiam aliviar os mercados, mas medidas extremas, como taxas de 200% sobre bebidas alcoólicas europeias, aumentariam a turbulência global.

Veículos da mídia norte-americana indicam que Donald Trump avalia uma tarifa geral sobre um subconjunto de países, menos severa que a alíquota de 20%.

Empresas também aguardam impactos, e a Mercedes-Benz cogita retirar modelos dos EUA se os custos inviabilizarem as vendas.

Trump e o TikTok

No mesmo dia das tarifas, Trump avalia uma proposta final para o TikTok. O governo planeja alternativas para investidores, incluídos Blackstone e Oracle.

A ByteDance tem até o próximo sábado, 5 de abril, para vender sua participação no aplicativo ou pode enfrentar uma proibição nos EUA.