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IBOVESPA HOJE: Bolsas da Ásia, da Europa e em NY caem após tarifas de Trump — reunião de Lula com ministros e PMIs são destaques

Ibovespa (IBOV), principal índice da B3, avança quase 1% e ultrapassa os 132 mil pontos

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ATUALIZAÇÕES DE MOVIMENTAÇÕES DO IBOVESPA:

  • Fechamento: Ibovespa: -0,04%, aos 131.140,65 pontos.
  • – 10:49: Ibovespa: +0,96%, aos 132.449,01 pontos.
  • – 10:08: Ibovespa: -0,04%, aos 131.143,07 pontos.
  • – 9:13: Ibovespa Futuro: +0,46% – 131.355 pontos

Na sessão anterior…

Na última quarta-feira (2), o Ibovespa (IBOV), principal índice da B3, a Bolsa de Valores brasileira, encerrou o pregão em alta de 0,03%, aos 131.190,34 pontos.

Brasil

Nesta quinta-feira (3), o mercado financeiro local observa o Índice de Gerente de Compras (PMI) Composto e de Serviços, referente a março, a ser divulgado pela S&P Global.

A S&P Global informou que seu PMI de Serviços do Brasil subiu de 50,6 em fevereiro a 52,50 pontos em março, leitura mais elevada desde novembro. A marca de 50,0 separa crescimento de contração.

Apesar de o setor industrial ter perdido força no Brasil em março, o PMI Composto acelerou a uma máxima de quatro meses e marcou 52,6 pontos, de 51,2 em fevereiro.

Além disso, investidores monitoram a participação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do seu governo em evento no Palácio do Planalto.

Popularidade em queda mesmo com medidas

As pesquisas mais recentes apontam queda na popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impulsionada por desafios econômicos políticosO cenário preocupa o governo, a menos de um ano e meio para as eleições presidenciais.

O aumento dos preços dos alimentos elevou a insatisfação popular.

Além disso, especialistas destacam falhas na comunicação e na estratégia governamental como fatores que ampliam o descontentamento.

A condução das contas públicas e a reação negativa do mercado financeiro pesam. A inflação, a queda do poder de compra e os juros altos agravam o cenário.

Para reverter a situação, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) facilita o crédito, tenta conter a alta dos alimentos e propõe ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000,00.

Mesmo assim, cientistas políticos avaliam que essas medidas podem não mudar significativamente a percepção do eleitorado e aliviar apenas temporariamente os efeitos da crise.

Na última quarta-feira (2), a pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, mostrou desaprovação recorde do petista: 56,00% dos brasileiros rejeitam o governo, contra 49,00% em janeiro, enquanto a aprovação caiu de 47,00% para 41,00%.

EUA

Após o “Dia da Libertação” nos Estados Unidos, o mercado norte-americano observa nesta quinta-feira (3) o volume de pedidos de auxílio-desemprego na semana e o Índice de Gerente de Compras (PMI) Composto e de Serviços, referente a março.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 6.000, para 219.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 29 de março, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela agência Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.

Além disso, dirigentes do Federal Reserve (FED) fazem primeiro discurso após o tarifaço implementado por Donald Trump.

Desta vez, as falas são de Philip Jefferson (13:30) e Lisa Cook (15:30).

Balança comercial

O déficit comercial dos Estados Unidos encolheu em fevereiro de 2025, uma vez que exportações mais fortes atenuaram o impacto de uma corrida para garantir produtos antes das tarifas do governo Donald Trump.

A balança comercial norte-americana registrou um déficit de US$ 122,70 bilhões em fevereiro.

As informações são do jornal Valor Econômico.

Reação ao tarifaço de Trump

Nesta quinta-feira (3), a expectativa gira em torno das reações da China e da União Europeia (UE) sobre as tarifas impostas por Donald Trump na última quarta-feira (2).

O mercado fica atento, pois esse after-day do “Dia da Libertação” vai definir a escala da guerra comercial. Pequim já pediu a revogação das tarifas.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou que uma retaliação chinesa vai levar Trump a aumentar ainda mais as alíquotas. O setor de tecnologia teme impactos severos.

Empresas como Nvidia (NVDC34) e fabricantes de chips sofreram quedas nas ações.

Além disso, produtos de pequeno valor da China e Hong Kong perderão isenção e pagarão 30% de tarifa.

A União Europeia e o Canadá devem reagir em breve, enquanto a Austrália busca isenção.

As tarifas podem pressionar os preços das commodities agrícolas e prejudicar agricultores americanos. Fabricantes de agroquímicos também sofreram queda nas ações.

Houve alívio com a confirmação de que tarifas recentes não serão cumulativas. 

O Brasil acredita que pode manter exportações, mas avalia medidas para garantir reciprocidade.

O Congresso Nacional aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica, a permitir contestação oficial das tarifas. Consultorias alertam que o impacto vai ser maior do que o esperado, e deve afetar inflação e juros.

Confira tabela com alguns dos países taxados por Donald Trump e suas respectivas tarifas:

PaísTarifa (%)
Alemanha10%
Arábia Saudita10%
Argentina10%
Austrália10%
Bolívia10%
Brasil10%
China34%
Colômbia10%
Equador10%
El Salvador10%
Egito10%
Emirados Árabes Unidos10%
Índia26%
Israel17%
Japão24%
Noruega15%
Nova Zelândia10%
Peru10%
Reino Unido10%
Sérvia37%
Suíça31%
Turquia10%
Ucrânia10%
União Europeia20%
Uruguai10%
Venezuela15%
Vietnã46%

Ásia

Na Ásia, o Nikkei 225 (Japão) fechou em baixa de 2,8% e o Shanghai Composite (China), -0,2%.

China – A atividade de serviços na China cresceu em março ao maior nível em três meses. O PMI de serviços do Caixin subiu para 51,90 pontos, o que indica expansão.

O crescimento econômico levou o Standard Chartered a elevar sua projeção do Produto Interno Bruto (PIB) chinês para 5,2% no primeiro trimestre, impulsionado por dados fortes de janeiro e fevereiro.

No entanto, Trump anunciou uma tarifa de 10% sobre todas as importações e aumentou os tributos para a China, o que eleva a taxa total para 54% e ameaça exportações.

Diante do cenário externo desafiador, especialistas defendem que a China adote políticas mais proativas para garantir a recuperação econômica sustentável nos próximos meses.

A pesquisa do Caixin mostrou aumento nos novos pedidos, impulsionado pela demanda interna e por políticas de apoio.

Europa

Zona do Euro – Na Zona do Euro, o PMI de Serviços subiu para 51,0 pontos em março, de 50,6 em fevereiro e 50,4 esperado pelo mercado financeiro.

Banco Central Europeu (BCE) – As barreiras comerciais dos Estados Unidos pesarão sobre o crescimento, mas seu impacto sobre a inflação seria bem menos certo – o que torna imperativo que o Banco Central Europeu não se comprometa com nenhum movimento específico até que tenha uma série de evidências em dados, mostrou a ata da reunião de 5 e 6 de março da autoridade monetária.

Foi dito que os prováveis choques no horizonte, a escalada das tensões comerciais e a incerteza de modo mais geral, podem pesar significativamente sobre o crescimento, mostrou o documento nesta quinta-feira.

Commodities

Petróleo – Por volta de 10:55 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para entrega em junho recuava 6,66%, a US$ 69,93 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI para maio cedia 6,61%, a US$ 66,97.

A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados) anunciou nesta quinta-feira (3) que vai antecipar o plano de aumento na produção de petróleo, e elevar a produção em 411.000 barris por dia em maio.

O encontro virtual contou com representantes de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.