ATUALIZAÇÕES DE MOVIMENTAÇÕES DO IBOVESPA:
- Fechamento: Ibovespa encerra em queda de 2,96%, aos 3.883,07 pontos.
- – 10:14: Ibovespa: -2,13%, aos 128.350,54 pontos.
Na sessão anterior…
Na última quinta-feira (3), o Ibovespa (IBOV), principal índice da B3, a Bolsa de Valores brasileira, encerrou o pregão em alta de 0,03%, aos 131.190,34 pontos.
Brasil
Nesta sexta-feira (4), o mercado financeiro local observa o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
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Na próxima semana, a agenda traz como destaques:
- – Vendas no varejo de fevereiro medidas pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) na quarta-feira (9);
- – Volume de serviços medido pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) na quinta-feira (10); e
- – Inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março na sexta-feira (11).
Resposta do Brasil às tarifas
Lula destacou que vai seguir a Lei da Reciprocidade Econômica e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC), em uma manifestação cautelosa e sem confronto.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e dos Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a reunião técnica com EUA vai ser na próxima semana.
De acordo com ele, o governo não pretende usar a Lei de Reciprocidade Econômica e prioriza negociação com os EUA. Alckmin afirmou que a decisão dos EUA enfraquece o multilateralismo e a OMC.
Isenção do Imposto de Renda
A Warren Investimentos alerta que a proposta do Progressistas (PP) sobre a compensação da nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) pode comprometer a neutralidade fiscal do projeto do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os economistas da gestora afirmam que a emenda do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) piora a compensação e transfere à União a responsabilidade de repassar mais recursos a Estados e municípios.
A principal mudança no texto do PP eleva de R$ 50 mil para R$ 150 mil por mês o valor sujeito à alíquota progressiva, que varia de 4,0% a 15,0%.
Para cobrir o custo da isenção a salários de até R$ 5 mil, a proposta prevê a redução linear de benefícios tributários como fonte de compensação.
EUA
Nesta sexta-feira (4), o mercado norte-americano acompanha a divulgação do Payroll referente a março. O relatório traz dados do mercado de trabalho, além de ser um indicador importante para as decisões do Federal Reserve (FED) sobre os juros.
Além disso, o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, discursa em conferência às 12:25.
Tarifas de Trump
As tarifas recíprocas de Donald Trump foram amplamente criticadas, e especialistas alertam para impactos negativos na economia global e no comércio internacional.
O J.P. Morgan elevou o risco de recessão global para 60% em 2026, enquanto o Citigroup destacou impactos severos na Ásia e na rede de produção liderada pela China.
O Wells Fargo prevê uma divisão econômica global em dois blocos, liderados por EUA e China, com a Europa possivelmente em um terceiro polo.
O Goldman Sachs estima que as tarifas devem reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) global em 1,70 p.p., enquanto a Fitch Ratings vê riscos de recessão nos EUA, com a redução da projeção do PIB para menos de 1,70%.
A OMC alerta que o comércio global pode cair até 1% em 2025, e o FMI destaca o risco significativo para a economia mundial e pede solução diplomática.
Na América Latina, o México vai ser um dos mais afetados, com PIB em queda para 0,2% em 2025, o que deve levar sua presidente a buscar mais comércio com a União Europeia.
O Brasil, por outro lado, deve ser pouco impactado, o que gerou otimismo no mercado financeiro.
Lisa Cook, dirigente do FED, disse ontem que vê menor crescimento nos EUA neste ano e maior inflação com tarifas e outras políticas.
O Research do BTG Pactual reduziu o preço-alvo do S&P 500 de 6.500 para 5.800, diante da pressão das tarifas na atividade americana e lucratividade das empresas.
Já Trump disse ontem que estava aberto a reduzir tarifas se outras nações pudessem oferecer algo “fenomenal”.
Respostas às tarifas
O Canadá foi o primeiro a retaliar, e impôs tarifa de 25% sobre veículos dos EUA fora do acordo USMCA. O premiê Mark Carney chamou as medidas de ilegais.
Trump ameaçou aumentar tarifas contra países que reagirem, mas Carney afirmou que o Canadá vai reforçar laços com outros parceiros comerciais, como México, Alemanha, Reino Unido e França.
Na Europa, Pedro Sánchez anunciou um pacote de € 14,10 bilhões para proteger empresas espanholas, enquanto a UE prometeu resposta firme e proporcional às tarifas de Trump.
O Japão criticou as medidas e pediu revisão dos EUA, enquanto Emmanuel Macron, presidente da França, classificou as tarifas como “brutais” e defendeu “retaliações massivas” para proteger a economia europeia.
O Reino Unido, que recebeu tarifa mínima de 10%, ainda avalia sua resposta, e discute com empresas antes de tomar uma decisão.
Ásia
Bolsas – No Japão, o Nikkei 225 fechou em baixa de 2,8% e o Shanghai Composite, na China, -0,2%