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Itaú (ITUB4) entra com nova ação contra ex-diretor e cobra R$ 6,64 milhões

Banco Itaú alega pagamentos indevidos e falta de entrega de pareceres jurídicos; defesa dos acusados nega irregularidades

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O Itaú Unibanco (ITUB4) entrou com uma nova ação judicial nesta terça-feira (25) contra seu ex-diretor financeiro, Alexsandro Broedel Lopes, e o consultor jurídico Eliseu Martins, além da empresa Care Consultores. 

O banco alega que pagamentos milionários foram feitos indevidamente e que alguns pareceres jurídicos encomendados que nunca foram entregues.

Após a informação, os papéis da companhia operavam em alta. Por volta das 13:10 (horário de Brasília), as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) avançavam 2,17% a R$ 32,88. 

Ação judicial do Itaú 

Broedel, que deixou o Itaú em 2024 e está prestes a assumir a diretoria de contabilidade do Santander (SANB11) na Espanha, já era alvo de um processo movido pelo Itaú desde janeiro. 

Na ocasião, a instituição financeira exigiu R$ 3,35 milhões do ex-diretor, sob a acusação de violação de políticas internas e favorecimento pessoal no pagamento de consultorias jurídicas.

Porém, na nova ação, o Itaú expandiu as acusações e solicitou a restituição de R$ 6,64 milhões, alegando ter pago esses valores de forma irregular a Martins e sua consultoria, Care Consultores.

Além disso, o banco também pede R$ 1,6 milhão em restituição imediata desse valor, sob a alegação de que pareceres jurídicos contratados não foram entregues.

Defesa dos envolvidos

Os advogados de Broedel reafirmaram, em nota, que o ex-executivo não cometeu nenhuma irregularidade e ainda não recebeu notificação oficial sobre a nova ação. De acordo com a defesa, as alegações do Itaú são infundadas. 

Por outro lado, o Santander manteve sua posição de respaldo a Broedel, destacando sua trajetória profissional. “O Sr. Broedel é um executivo sênior altamente respeitado. […] Estamos monitorando qualquer novo desenvolvimento”, declarou um porta-voz do banco espanhol.

Já Eliseu Martins havia se pronunciado no final do ano passado, argumentando que o Itaú estava interpretando a situação de maneira equivocada.

O consultor alegou que parte dos serviços contratados foram pagos antecipadamente e que estava disposto a realizar reembolsos caso necessário.