
Atualmente, as ações de Itaúsa (ITSA4) negociam com aproximadamente 22% de desconto em relação ao valor de mercado (ex-não listadas), o que, na visão do management, se caracteriza como um desconto elevado.
Em evento realizado pela holding para analistas e investidores institucionais, executivos afirmaram que o desconto mais adequado seria algo próximo entre 10% e 15%, pelo fato do portfólio estar mais maduro e pelo fato das empresas não listadas serem marcadas pelo valor de seu patrimônio líquido – e, com isso, não refletem de fato o valor de mercado que tende a ser maior.
O desconto seria menor caso a empresa implementasse um JCP (sigla para juros sobre o capital próprio) modificado, que copiasse o modelo europeu e pudesse destravar valor positivamente.
Eles alertam que a holding se prepara para uma fase de consolidação de suas participações atuais, com uma visão mais parcimoniosa sobre a economia brasileira e o cenário de juros. Por isso, por exemplo, a companhia segue com o desinvestimento de sua participação na XP (XPBR31) para desalavancar.
Após a ocasião, a Genial Investimentos reiterou sua recomendação de compra para os papéis de Itaúsa (ITSA4), uma vez que seus analistas consideram o investimento como uma maneira mais barata de exposição ao fluxo de proventos do Itaú (ITUB4).
A empresa, atualmente, repassa 100% dos proventos recebidos do banco e usa os proventos das outras investidas para fazer frente a todas outras despesas (administrativas e financeiras).
Nesse sentido, analistas reiteraram a recomendação de compra, ao preço-alvo de R$ 12,07 – o que implica em um potencial de valorização de 36,54% sobre a cotação atual.