
O Magazine Luiza (MGLU3) registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 198,8 milhões no segundo trimestre deste ano, um crescimento de 77,30% em doze meses (R$ 112 milhões).
As vendas totais da varejista expandiram-se em 6% em um ano, a R$ 15 bilhões no intervalo entre abril e junho.
O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), em termos ajustados, somaram R$ 439,8 milhões de reais, um declínio de 10,6% na base de comparação anual.
A receita líquida somou R$ 8,57 bilhões, quase estável (+0,1%) na comparação com o faturamento computado um ano antes.
A taxa de inadimplência de curto prazo (15 a 90 dias) foi de 3,5% ao fim de junho deste ano.
Recomendações
Para o Inter Research, a varejista divulgou resultados de sinais mistos, com uma revolução na rentabilidade que anima, apesar dos desafios do cenário macroeconômico.
Apesar de um panorama restritivo e impactante sobre as vendas em lojas físicas e no canal 1P, a sequência de ganhos na margem bruta e a melhora no capital de giro se mostraram bastante positivas.
O prejuízo no bottom line já era esperado pelo mercado, mas a resiliência dos indicadores operacionais, junto à mensagem de recuperação no terceiro trimestre devem trazer resposta favorável aos papéis.
Por enquanto, o Inter Research mantém a recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 2,80 por ação, enquanto analistas incorporam os resultados do primeiro semestre e novas projeções ao modelo.