O Itaú BBA elevou a recomendação de MRV (MRVE3) de neutra (desempenho em linha com a média do mercado) para “compra”, com preço-alvo de R$ 10, após a recente queda das ações (-25% em relação ao Ibovespa desde o rebaixamento para neutra em outubro).
Analistas avaliam que o pior para a companhia ficou para trás.
De acordo com Daniel Gasparete e equipe, os resultados reportados do quarto trimestre da MRV aliviaram duas de suas principais preocupações:
- – possível baixa contábil (com reflexo do excesso de custos); e
- – possibilidade de necessidade de injeção de capital (dada a proximidade do limite estabelecido para o endividamento).
Eles dizem enxergar agora a assimetria como favorável, diante da aceleração do momento operacional da empresa, uma vez que estimam:
- – vendas líquidas de cerca de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre;
- – melhora das margens brutas (novas vendas com rentabilidade de 29,0%, em comparação à margem de 19,0% da demonstração de resultados);
- – posição técnica favorável (mais líquida, com um nível alto de posições vendidas a descoberto); e v
- – valuation descontado (múltiplo de 0,6x o P/BV, em comparação com 0,9x para Tenda e 1,8x para Direcional), de forma que enxergam cerca de 40% de potencial de valorização a partir dos níveis atuais, mesmo com premissas mais conservadoras e lucros abaixo da projeção (guidance) da MRV para 2025.