A maior empresa de shoppings centers do Brasil, a Allos (ALOS3), está apostando em uma política de proventos previsível e pagamentos mensais no início de cada mês para conquistar o interesse de pequenos investidores.
Com cerca de 8% de sua base acionária formada por pessoas físicas, a companhia acredita que esse número pode crescer, embora ainda não tenha definido uma meta exata.
A proposta é transformar o pagamento recorrente de dividendos em um atrativo para investidores, quase como um “complemento salarial”.
Allos (ALOS3) e proventos com calendário fixo
Desde outubro, a Allos (ALOS3) implementou uma política que prevê a divulgação antecipada dos dividendos para os três meses seguintes. Segundo Daniella Guanabara, diretora Financeira e de Relações com Investidores da companhia, isso oferece previsibilidade e segurança ao investidor.
“A cada trimestre, sinalizamos qual vai ser o dividendo dos próximos três meses. Então, para quem quiser aproveitar o dividendo, você já tem a data certinha para os três próximos meses”, explica a executiva em entrevista ao Seu Dinheiro.
No mês passado, por exemplo, foram anunciados R$ 153 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio.
De acordo com Guanabara, a fusão que originou a Allos (ALOS3) trouxe um compromisso na remuneração ao acionista. Desde então, a empresa já retornou R$ 2,5 bilhões em recompras de ações e proventos.
O que os analistas acham da proposta?
O mercado financeiro aprova a estratégia. Entre as 12 casas que acompanham o papel da Allos (ALOS3), dez recomendam compra.
BTG Pactual e Itaú BBA projetam um preço-alvo de R$ 25, enquanto o Santander estima que o papel possa atingir R$ 33,50.
Na última sexta-feira (11), ALOS3 encerrou o pregão cotada a R$ 19,75. No acumulado do ano, a valorização é de 10,62%, embora a ação apresente queda de 7,49% nos últimos 12 meses. Nesta segunda-feira (14), as ações da empresa avançam 0,91% a R$ 19,93.