As tarifas de Donald Trump estão pressionando fortemente as ações das empresas de petróleo e gás no Brasil. Por volta das 11:00 desta quinta-feira (3), as júniors Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) lideravam as perdas no setor, com queda de 8,02% e 6,32%, respectivamente.
O movimento é seguido pelo recuo nas ações da Prio (PRIO3), com 4,24%, e Petrobras (PETR3) em queda de 2,69% e PETR4 com declínio de 2,61%.
Esse cenário acontece devido a forte derruba do preço do petróleo, que é altamente impactado pela escalada da guerra comercial promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A política de Trump está provocando uma onda de choque nos mercados globais, com commodities despencando diante da ameaça de um impacto severo na economia mundial.
O petróleo lidera as perdas, acompanhado por metais industriais e grãos, enquanto o ouro, após atingir um recorde, também recua.
Por volta 11:05, o petróleo Brent caía 6,64%, a US$ 69,97. Essa é a maior desvalorização desde outubro de 2024.
Como as tarifas de Trump impactam o setor de petróleo?
As tarifas anunciadas superaram as expectativas do mercado, com um imposto universal de 10% sobre todas as exportações para os EUA e sobretaxas ainda mais pesadas sobre cerca de 60 países.
Embora setores como energia, aço e alumínio tenham sido poupados da nova taxação, investidores temem um efeito cascata no consumo global.
Esse efeito geraria um crescimento menor, o que resultaria em um menor consumo de combustíveis. Essa aversão é que está pressionando os preços do petróleo para baixo.
Outro ponto que preocupa é a resposta das potências atingidas, como China e União Europeia, que prometem retaliações que podem aprofundar a crise comercial.