Vale comprar?

Ações da WEG (WEGE3) derretem após balanço do 4° tri frustrar mercado: 'lucratividade decepcionante' - confira análise

Apesar disso, Itaú BBA segue otimista com as perspectivas de longo prazo e vê uma oportunidade de compra

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Uma ‘lucratividade decepcionante’ no quarto trimestre de 2024 está pressionando as ações da WEG (WEGE3) para baixo nesta quarta-feira (26). Por volta das 12:00, os papéis da companhia caíam 6,22% a R$ 49,10.

Segundo o Itaú BBA, a empresa apresentou números interessantes, mas existem pontos negativos que roubaram mais as atenções do mercado.

“Embora o desempenho da WEG tenha sido bom em termos de crescimento de receitas, a decepção na lucratividade devido à mistura de produtos e aos impactos das aquisições provavelmente pesará sobre o mercado no curto prazo”, comentou o Itaú BBA.

O banco, no entanto, segue otimista com as perspectivas de longo prazo e vê uma potencial correção das ações como uma oportunidade de compra, dada a resiliência do crescimento e o forte posicionamento da WEG no setor.

Dito isso, continuamos gostando das ações e vemos uma potencial liquidação como uma oportunidade de compra”, completou o BBA, que projeta um preço-alvo de R$ 67,00 para as ações WEGE3.

Os números da WEG (WEGE3) no 4° trimestre

Segundo o Itaú BBA, a WEG apresentou resultados mistos no último trimestre, com a empresa superando o consenso em cerca de 4% nas receitas, mas com a margem EBITDA (lucro antes juros e amortizações) ligeiramente abaixo das expectativas do mercado.

O EBITDA de R$ 2,4 bilhões ficou em linha com as previsões, mas a margem EBITDA de 22,1% ficou abaixo dos 22,6% estimados pelo mercado, o que gerou um leve desconforto nos investidores.

A diferença na margem é atribuída, principalmente, à composição da receita, já que a divisão de GTD, com margens menores, apresentou um crescimento significativo.

No mercado doméstico, a WEG se destacou com um desempenho robusto em suas divisões de Equipamentos Elétricos Industriais (EEIE) e GTD, que cresceram 14% e 4%, respectivamente, em relação ao ano passado.

A empresa mencionou uma forte demanda tanto no setor de ciclo curto quanto no de ciclo longo em EEIE, com destaque para a indústria de Óleo e Gás.

Já no segmento de GTD, a demanda por transformadores seguiu forte, mas a surpresa positiva veio da recuperação do mercado de usinas de energia solar centralizadas.

Por outro lado, a WEG (WEGE3) apontou que, embora o volume de unidades de geração solar distribuída tenha sido bom, os preços mais baixos afetaram os resultados.

No mercado externo, a performance também foi positiva, com o segmento de EEIE crescendo 37% e o de GTD 66%, ambos na comparação anual.

Ajustado pela consolidação da Regal Rexnord e pela depreciação do real, o crescimento foi de 4% e 27%, respectivamente.

A demanda por equipamentos de T&D nos Estados Unidos e geradores na Europa foram os principais motores para essa expansão.

Apesar de boas performances em algumas frentes, a lucratividade da WEG foi impactada por fatores não recorrentes.

O EBITDA apresentou uma margem de 22,1%, uma expansão de 0,7 ponto percentual em relação ao ano passado, mas uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

A maior contribuição do segmento de GTD doméstico e os ajustes contábeis devido à aquisição da Regal pressionaram a lucratividade.

Ajustada pela aquisição, a margem EBITDA teria permanecido praticamente estável, o que não foi suficiente para evitar a decepção dos analistas.

O lucro líquido, por sua vez, ficou em R$ 1,6 bilhão, com uma queda de 3% na comparação anual, mas um crescimento de 7% em relação ao trimestre anterior.

A empresa manteve uma taxa de imposto de 20%, conforme esperado, mas o retorno sobre o capital investido (ROIC) apresentou uma queda de 2,9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, somando 34,2%.