O BTG Pactual destaca as ações da Armac (ARML3) como uma opção atrativa, após observar o balanço da companhia no 4° trimestre de 2024. O banco identificou desafios nos resultados, mas apontou que a reestruturação estratégica e expansão de negócios pode destravar uma valorização substancial dos papéis no médio prazo.
Por isso, o BTG reafirmou sua recomendação de ‘compra’, com preço-alvo de R$ 20,00 por ação, um impressionante potencial de valorização de 310,7% em relação ao preço atual.
“Com a maturação dos contratos de longo prazo e a expansão dos negócios, esperamos que a companhia recupere suas margens e fortaleça sua posição no mercado”, comenta o banco.
Como foi o desempenho financeiro da Armac no 4° trimestre?
No quarto trimestre, a Armac reportou uma receita líquida de R$ 473 milhões no 4° trimestre, um crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2023, em linha com as estimativas do BTG.
Enquanto o EBITDA (lucro antes juros e amortizações) atingiu R$ 180 milhões, um avanço modesto de 3% na comparação anual.
Por outro lado, o lucro líquido apresentou queda expressiva de 75% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 11 milhões – bem abaixo da expectativa do BTG de R$ 45 milhões.
O resultado foi impactado por ajustes não recorrentes de R$ 22 milhões referentes ao valor residual de peças de reposição e por uma maior queima de caixa.
“A rentabilidade continua sendo impactada pela mudança no mix de contratos – com maior exposição a operações contínuas, que representaram 77% da receita, em comparação aos 71% no 4T23”, destaca o BTG Pactual.
Gestão de ativos
A frota da Armac permaneceu estável em 11,3 mil unidades no trimestre.
O investimento em capital (capex) foi reduzido para R$ 72 milhões. Isto é, uma queda significativa em relação aos R$ 218 milhões do terceiro trimestre e aos R$ 121 milhões do no quarto trimestre.
As vendas de ativos e consórcios representaram R$ 76 milhões, ou 16% da receita líquida, contribuindo para a pressão nas margens.
A alavancagem aumentou, com a dívida líquida chegando a R$ 1,8 bilhão, elevando a relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses para 2,4x, contra 2,3x no trimestre anterior.
Estratégia de reestruturação
Em resposta aos desafios, a Armac segmentou suas operações em seis unidades de negócios, cada uma liderada por especialistas da indústria. “Essa estratégia deve ajudar a mitigar ineficiências na alocação de capital”, afirma o BTG.
Além disso, a empresa anunciou a expansão de suas lojas de equipamentos seminovos em todo o Brasil, visando diversificar suas fontes de receita.
Ação atrativa
O BTG Pactual mantém uma visão otimista para a Armac, destacando a expectativa de melhoria de margens com a maturação dos contratos de longo prazo. O banco estima um crescimento do retorno sobre o capital investido (RoIC) para 22,6% em 2024, em comparação aos 19,3% em 2023.
“Esperamos que os investidores acompanhem de perto a evolução do mix de contratos, as tendências de capex e a maturação dos contratos de longo prazo”, ressalta o banco.
Assim, a relação EV/EBITDA projetada para 2024 é de 4,1x, sugerindo um valuation atraente em relação ao potencial de crescimento da companhia.