Altas expectativas

CBA (CBAV3): BTG Pactual eleva recomendação para 'compra' e ações disparam 6%, com dividendos de volta ao radar

Banco acredita que novo patamar financeiro da companhia pode retomar pagamentos de dividendos no futuro, fortalecendo ainda mais sua atratividade para investidores

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CBA - CBAV3
Imagem: Reprodução

O BTG Pactual elevou sua recomendação para as ações da CBA (CBAV3) de ‘neutra’ para ‘compra’, a um novo preço-alvo de R$ 8,00, o que significa um potencial de valorização de 67%.

A mudança acontece depois que o banco observou um cenário mais promissor para a empresa, após a companhia apresentar uma expressiva redução na alavancagem e forte geração de caixa prevista para 2025.

Assim, o BTG acredita que esse novo patamar financeiro, pode fazer a CBA retomar pagamentos de dividendos no futuro, fortalecendo ainda mais sua atratividade para investidores.

“Uma vez que a alavancagem atinja níveis mais confortáveis (1-1,5x), vemos espaço para a companhia restabelecer o pagamento de dividendos, o que poderia fortalecer ainda mais a tese de investimento”, destaca o banco.

Por conta disso, as ações da companhia operam em disparada nesta sexta-feira (28). Por volta das 12:15, os papéis subiam 6,22%, cotados a R$ 4,95.

Sinal verde para a CBA

Em 2023, a CBA enfrentou uma “tempestade perfeita”: preços mais baixos do alumínio na Bolsa de Metais de Londres (LME), altos custos de insumos e problemas operacionais.

Isso levou a um pico de alavancagem de 9,7x sobre o EBITDA, um patamar preocupante para investidores.

No entanto, a companhia respondeu com uma gestão financeira agressiva em 2024, incluindo venda de ativos — como a participação na Alunorte, que rendeu R$ 237 milhões — e um programa sólido de redução de passivos.

O resultado foi uma queda na alavancagem para 2,8x no final de 2024, com projeção de atingir 2,0x até o final de 2025.

CBA se destaca com a maior geração de caixa livre do setor

Outro fator que embasou a revisão positiva do BTG Pactual é a forte geração de caixa livre (FCF).

Para 2025, a CBA deve atingir um yield de 14%, o mais alto entre as empresas cobertas pelo banco, superando a média do setor, que gira em torno de 10%.

Esse desempenho é sustentado por uma combinação de melhora no EBITDA, redução de despesas financeiras e benefícios fiscais, apesar do investimento robusto em capital (capex) de R$ 800 milhões no período.

Vemos a CBA como a maior geradora de FCF dentro de nossa cobertura, com 14%, enquanto a maioria das empresas está próxima de 10% ou abaixo”, afirma BTG Pactual.

O banco ainda aponta que a monetização de créditos de ICMS e um cenário operacional mais eficiente devem manter essa geração de caixa resiliente nos próximos anos.

Perspectivas para o alumínio e a estratégia energética da CBA

No cenário macroeconômico, o BTG Pactual mantém uma visão otimista para o alumínio no longo prazo.

A demanda global segue sustentada pela transição energética, impulsionada pela indústria de veículos elétricos, energia solar e infraestrutura elétrica.

A restrição de produção na China e o aumento nos custos de insumos também criam um piso para os preços da commodity, reduzindo riscos de quedas expressivas.

Além disso, a CBA tem comunicado ao mercado sua estratégia para lidar com o contrato de energia de 2008, que impacta negativamente o EBITDA em cerca de R$ 270 milhões anuais até 2028.

Entretanto, com preços elevados de energia, a empresa pode mitigar parte dessas perdas ao vender sua capacidade excedente a valores mais vantajosos.