Recentemente, a Vivo (VIVT3) caminhou em seus planos de expansão após obter aprovação pela Anatel de sua migração do regime de concessão para o regime de autorização para telefonia fixa.
A mudança, aprovada em 22 de junho, agora aguarda revisão pelo Tribunal de Contas da União (TCU) antes de sua efetivação, prevista dentro de 45 dias.
Nesse sentido, a empresa planeja investir significativamente no setor nos próximos 10 anos, totalizando R$ 4,5 bilhões.
A princípio, metade desse montante será direcionado para expandir a infraestrutura de backhaul, enquanto a outra metade será destinada às redes móveis, especialmente em áreas onde o Valor Presente Líquido (VPL) é negativo.
Além dos investimentos em infraestrutura, a Vivo se comprometeu a continuar fornecendo serviços básicos de linha fixa até 2028 em áreas onde não houver alternativas viáveis.
Assim como concordou em retirar um processo de arbitragem contra a Anatel, onde contestava a sustentabilidade do modelo de concessão, inicialmente demandando R$ 10 bilhões.
“A migração para o regime de autorização é parte de um movimento mais amplo dentro do setor de telecomunicações no Brasil, visando reduzir obrigações e custos associados às concessões de telefonia fixa, além de permitir uma utilização mais eficiente dos ativos imobiliários da empresa”, explica o BTG Pactual.
Para o banco, essa transição não apenas aliviará as obrigações regulatórias da Vivo, como também poderá melhorar suas margens operacionais e potencialmente facilitar futuras vendas de ativos imobiliários, convertendo-os em dividendos para os acionistas.
“A expectativa é de que, com esses planos de expansão e otimização de custos, a Vivo esteja bem posicionada para capitalizar sobre as novas oportunidades no mercado de telecomunicações brasileiro”, comenta o BTG.
Para as ações da empresa, o banco faz recomendação de COMPRA, com um preço-alvo de R$ 55,00 por ação.