
Os mercados financeiros globais enfrentam quedas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de tarifas recíprocas que atingem mais de 180 parceiros comerciais. Além do mercado de ações, as criptomoedas também recuavam nesta quinta-feira (3).
O Bitcoin caiu 6,03% por volta das 12:37 (horário de Brasília), chegando a US$ 81,7 mil. O índice GMCI 30, que mede o desempenho do mercado cripto, recuou 7,19%.
Outras criptomoedas sofreram grandes perdas. O Ethereum (ETH), por exemplo, acumula quedas de 7,06% nas últimas 24 horas, enquanto a Solana (SOL) recuou 12,47% no mesmo período.
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Impactos no mercado de criptomoedas
Analistas apontam que a nova política tarifária dos EUA pode impactar diretamente a indústria de mineração de criptomoedas.
Por isso, Alexander Blume, CEO da Two Prime Digital Assets, destacou que a maioria dos equipamentos de mineração de criptomoedas utiliza chips ASIC fabricados na China, que receberá taxação de 34%.
“Aumentos nas tarifas para esses produtos tornarão os custos de produção para os mineradores mais altos e seus negócios menos lucrativos. Como resultado, essas ações podem ter dificuldades para competir com seus pares não americanos”, explicou Blume.
Assim, o CFO da Hive Digital, Darcy Daubaras, alerta que a elevação dos preços de hardware pode prejudicar mineradores de criptomoedas menos eficientes. As ações de empresas do setor, como Core Scientific, Marathon Digital Holdings e Riot Platforms, sofreram perdas de 7,38%, 8,94% e 8,17%, respectivamente.
Futuro do Bitcoin
De acordo com Ana de Mattos, Analista Técnica e Trader Parceira da Ripio, caso o preço do Bitcoin dê continuidade ao movimento de baixa, o suporte de curto prazo está na faixa de preço de US$ 81.300 e o de médio prazo está na região de liquidez dos US$ 75.500.
Dessa forma, “se o preço do Bitcoin romper o suporte de médio prazo acima citado, o ativo poderá buscar como alvo da queda a região de preço dos US$ 69.900”.