
Por Dhirendra Tripathi e Ana Julia Mezzadri, da Investing.com – As ações dos EUA dispararam na quinta-feira (23), com o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500 fechando em forte alta.
Os dados relativos aos pedidos de seguro-desemprego no início do dia, que ficaram ligeiramente acima do esperado para a semana anterior, atenuaram os receios de que o Federal Reserve agisse cedo demais para tirar o pé do acelerador do estímulo econômico, onde o banco central vem pisando fundo desde o ano passado.
Na quarta-feira (22), o Fed disse que poderia começar a reduzir as suas compras mensais de títulos já em novembro, e que as taxas de juros poderiam subir mais rápido que o esperado até o ano que vem.
Isto alavancou as ações de bancos, que ficaram entre os melhores desempenhos do dia, porque as empresas financeiras se beneficiam quando as taxas sobem, proporcionando a elas maiores lucros com empréstimos.
Os gastos federais e o limite da dívida também pairavam sobre o mercado. Os líderes democratas no Congresso anunciaram um acordo provisório na quinta-feira, que financiaria os US$ 3,5 trilhões das iniciativas da rede de seguridade social do Presidente Joe Biden, embora não tenham dado detalhes.
No início desta semana, os Democratas da Câmara aprovaram uma medida que financiaria o governo para além do dia 30 de setembro e adiaria o vencimento do teto da dívida para o fim de 2022, embora os Republicanos tenham prometer em combatê-la, ameaçando um shutdown do governo.
Os receios com a moratória da incorporadora imobiliária chinesa Evergrande (OTC:EGRNY) também continuaram a diminuir. A possibilidade iminente de um calote no pagamento da dívida fez com que o mercado de capitais tropeçasse em todo o mundo no início desta semana.
Os dados da semana passada mostraram um salto surpreendente nas vendas no varejo, uma indicação de que as compras de volta às aulas e outros gastos dos consumidores permaneceram fortes.
No Brasil, o Ibovespa também terminou o dia em alta após a elevação da taxa básica de juros pelo Copom na noite de quarta.
Aqui estão quatro coisas que podem afetar os mercados na sexta-feira (24):
1. IPCA-15
O mercado estará atento aos dados do IPCA-15, um dia depois de o Copom elevar a taxa Selic na tentativa de conter a inflação. A expectativa é que o IPCA-15 de setembro fique em 1,02%, ante 0,89% em agosto. No acumulado de 12 meses, o mercado espera que o índice atinja 9,93%, contra 9,30% no mês passado.
2. Nike
Espera-se que a Nike (NYSE:NKE) (SA:NIKE34) anuncie um lucro por ação de US$ 1,12 sobre receitas de US$ 12,46 bilhões quando divulgar seus resultados do primeiro trimestre hoje mais tarde, segundo os analistas acompanhados pelo Investing.com.
3. Carnival (LON:CCL)
A Carnival Corporation (NYSE:CCL) (SA:C1CL34) deve registrar uma perda de US$ 1,43 por ação sobre receitas de US$ 535,29 milhões no terceiro trimestre. Os resultados serão divulgados na sexta-feira. Hoje mais cedo, a empresa anunciou que quer retornar 50% da sua frota nos mares e navegando com passageiros até o final do próximo mês.
4. Vendas de casas novas
Espera-se que as vendas de casas novas tenham crescido em agosto para 714.000, após aumentarem para 708.000 no mês anterior. Os números saem na sexta-feira, às 11h.