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Tarifas: bolsas de Nova York registram pior queda desde março de 2020

Investidores reagem ao aumento tarifário mais severo do que o esperado, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

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Wall Street
Crédito: Getty Images/iStockphoto

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira (3) com uma queda acentuada, refletindo a reação dos investidores ao aumento tarifário mais severo do que o esperado, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além da imposição de uma tarifa mínima de 10% sobre todas as importações do país, Trump também divulgou novas alíquotas recíprocas para seus principais parceiros comerciais.

Diante desse cenário, portanto, os principais índices de Wall Street registraram sua pior queda diária desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 foi anunciada.

O Dow Jones caiu 3,98%, fechando em 40.545,93 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 4,84%, atingindo 5.396,52 pontos. Já o Nasdaq teve a maior perda percentual, despencando 5,97%, para 16.550,61 pontos. Os números ainda são preliminares.

Por que as Bolsas de Nova York caíram após o Dia da Libertação?

Com as tarifas, Trump quer retaliar países que impõem taxas sobre produtos norte-americanos, na busca por equilibrar as relações comerciais e, segundo o presidente, proteger a economia dos EUA de práticas comerciais que ele considera injustas.

Além disso, ele argumenta que essas medidas fortalecerão a indústria interna, criarão empregos e reduzirão o déficit comercial americano, com o lema Make America Great Again.

No entanto, o movimento inicia uma guerra comercial global. Com isso, commodities despencaram nesta quinta-feira (3), além das ações de tecnologia, entre outros.