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A Plano & Plano, construtora da Cyrela focada no segmento de baixa renda em São Paulo, é mais uma das empresas brasileiras a entrar na bolsa de valores em 2020. A Suno Research divulgou um relatório em que analisa o IPO (sigla em inglês para “Oferta Pública Inicial”) da Plano & Plano para avaliar se vale a pena ou não investir no negócio.

A oferta pública da imobiliária se divide em duas: na primária, serão oferecidas 4,2 milhões de ações; na secundária, o número sobe para 69,1 milhões. Ao todo, são 73,3 milhões de ativos. O valor mínimo para entrar no IPO é de R$ 3 mil, e o máximo, de R$ 1 milhão.

Já pode anotar o ticker: PLPL3.


Participar de um IPO significa reservar ações de uma empresa antes que ela comece a atuar na bolsa de valores. Ou seja, os investidores que tiverem suas ofertas confirmadas serão os primeiros a investirem na companhia. Você pode ler mais sobre esse processo nesse outro texto: 
O que é um IPO? Devo entrar ou não?


Suno Research

Resumidamente, a Suno não recomenda participar do IPO da Plano & Plano — mas lista os prós e contras que guiam sua avaliação.

Confira os pontos principais da tese de investimento:

Prós

1. Défict habitacional no Brasil

O défict habitacional brasileiro em 2017 somava mais de 7,7 milhões de moradias, com o Sudeste representando 42% desse déficit. Além disso, a Suno lista outros fatores que indicam o aumento da demanda por habitação no longo prazo: taxa de crescimento populacional; crescimento de renda; familiar; número de pessoas por moradia; e alteração na pirâmide etária.

2. Gestão financeira e operacional experiente

“A Plano & Plano tem um time de executivos experientes, além do apoio
financeiro e operacional de uma das melhores empresas do setor, a Cyrela

3. Baixa taxa de juros do cenário atual favorece o setor imobiliário
4. Alto Retorno Sobre o Patrimônio (ROE)

Por conta do modelo de permuta financeira, a Plano & Plano opera uma base de capital próprio baixa, o que possibilita um aumento significativo do ROE.


Contras

1. Taxa de juros baixa não é garantida nos próximos anos

Com o modelo altamente alavancado de operação, qualquer ponto percentual a mais no custo do financiamento à construção já impõe dificuldades.

2. Descontinuação do Minha Casa Minha Vida

A casa de análises pontua que uma possível interrupção do Minha Casa Minha Vida seria onerosa para a construtora, já que o que programa é o maior foco da Plano & Plano. Além disso, a eficiência do novo programa do governo, “Casa Verde e Amarela”, ainda não é imprevisível.

3. ROE pode não ser sustentável a longo prazo

Por conta de fatores como o elevado payout da empresa em 2019, as baixas barreiras de entrada no setor, e a inflação de custos (já presente em insumos como cimento e aço), a Suno avalia que é difícil prever a sustentabilidade do ROE elevado num cenário mais longíquo.

4. Surgimento de competidores

Por fim, num cenário tão rentável, a casa de análises comenta que outros players virão competir por terrenos em dinheiro, e não em arranjo de
permuta. Mais uma vez, uma análise a longo prazo fica nebulosa.


Para justificar seu posicionamento, o relatório traz diferentes aspectos da empresa e de sua oferta inicial de ações: histórico e perfil corporativo, estrutura acionária, governança, política de remuneração, modelo de negócio, histórico de resultados, valuation, e outros.

Leia mais sobre os IPOs de 2020:


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