
O número pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu na última semana em 6 mil. No entanto, economistas alertam que as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump e os cortes nos gastos públicos podem comprometer essa estabilidade.
De acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (3), os pedidos de auxílio-desemprego diminuíram em 6 mil na semana encerrada no dia 29 de março, totalizando 219 mil solicitações.
Porém, a projeção de analistas consultados pela Reuters era de 225 mil pedidos. Além disso, o número de estadunidenses que continuam recebendo benefícios do seguro-desemprego após a primeira solicitação aumentou 59 mil a 1,903 milhão na última semana.
Esse cenário positivo de pedidos de auxílio-desemprego pode não ser duradouro pelas incertezas do mercado com as novas tarifas impostas por Trump na última quarta-feira (2).
De acordo com a Fitch Ratings, esse novo pacote de tarifas representa o maior aumento em tributos sobre importações em mais de um século. Assim, as novas medidas podem elevar os custos de produtos e impactar a atividade econômica dos Estados Unidos.
Além das tarifas, outro fator que pode pressionar a economia e os pedidos de auxílio-desemprego é a política de cortes de gastos do governo Trump.
A administração tem promovido demissões em grande escala no setor público, o que pode afetar ainda mais a confiança econômica e a capacidade de recuperação do mercado de trabalho.