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Crédito consignado para CLTs: juros devem ficar abaixo de 2,8%, diz secretário

Uma avaliação do mercado vai ser realizada em seis meses para verificar eventuais abusos nas taxas praticadas

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O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Francisco Macena, afirmou que o crédito consignado privado, destinado a trabalhadores celetistas, vai ter taxas de juros abaixo da média atual, que varia entre 2,80% e 2,90%. As informações são do site Metrópoles.

Ele destacou que, embora algumas operações possam ter juros mais altos devido ao perfil do contratante, a expectativa seria manter taxas reduzidas.

Uma avaliação do mercado vai ser realizada em seis meses para verificar eventuais abusos nas taxas praticadas, de acordo com Macena.

Caso sejam identificadas irregularidades, o Conselho Gestor do Crédito pode estabelecer um teto para os juros.

O secretário enfatizou que, no primeiro momento, o governo não pretende fixar um limite obrigatório e aposta na autorregulação do mercado.

O crédito consignado CLT vai estar disponível para trabalhadores com carteira assinada, inclusive empregados rurais, domésticos e assalariados de microempreendedores individuais (MEIs).

O processo ocorre por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, onde o trabalhador pode solicitar o crédito e receber ofertas de instituições financeiras em até vinte e quatro horas.

As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, em respeito ao limite de 35% do salário.

Desde o início do programa, na sexta-feira (21), até a segunda-feira (24), foram registrados 22.545 contratos, baseados em mais de 6 milhões de propostas enviadas pelos trabalhadores. O volume de simulações ultrapassou 52 milhões.