
Usuários de plano de saúde receberam apreensivos a notícia de que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) irá reajustar os preço de planos individuais para 2022 em 15,5%. Este é o maior reajuste já aprovado pela agência reguladora para esse segmento nos últimos 22 anos.
Segundo a XP, o teto de ajuste de dois dígitos é uma recuperação do ajuste negativo de 2021 e resulta em um aumento médio de 3% nos dois anos. Como a sinistralidade das operadoras de saúde estava sendo pressionada pela queda de preços do ano passado, o aumento deste ano começará a compensar o efeito.
Para a XP, os prestadores – Rede D'Or (RDOR3), Kora Saúde (KRSA3), Mater Dei (MATD3), Oncoclínicas (ONCO3), Flery (FLRY3) e Instituto Hermes Pardini (PARD3) – também podem ter algum benefício, pois poderão negociar melhores preços com as operadoras.
Por outro lado, a corretora alerta que o o aumento de preços pode impactar o número de beneficiários de planos de saúde.
"Esperamos que o teto de ajuste de preço de dois dígitos dê aos prestadores um forte argumento para negociações com os fontes pagadoras, o que pode ter um efeito positivo tanto para a receita quanto para as margens de hospitais, laboratórios e clínicas. Por outro lado, um aumento de preço de 15,5% pode pressionar a capacidade dos beneficiários de continuar pagando seus planos de saúde, o que pode impactar o número total de planos individuais (atualmente em ~8M)", avalia a XP.