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Mercado vê Selic em até 4,25% ao ano em 2020

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) ontem de reduzir o juro básico para 5,5% ao ano já era esperada pelos analistas e investidores. A novidade foi a indicação de novas quedas dos juros nas próximas reuniões, o que fez muitos economistas e gestores a apostar em taxas de juros mais baixas, abaixo dos 5% ao ano, que era o consenso do mercado. As projeções chegam agora a até 4,25% ao ano, nível talvez nunca visto na da história do país.

É o que espera o banco francês BNP Paribas. Considerando as projeções de inflação e a comunicação do Copom, o banco reviu a previsão da taxa Selic no primeiro trimestre de 2020 para 4,25%. “Lemos a declaração de política em anexo como “dovish” (suave), sugerindo cortes adicionais em outubro, dezembro e fevereiro”, diz o BNP em relatório. “Se nossa visão for confirmada, o BC testará a alça de 4% pela primeira vez.” Segundo o banco, isso será possível porque as projeções do BC sobre a inflação mostram a leitura abaixo da meta para 2020 em todos os cenários.

Já a XP Investimentos espera que o BC reduza outros 0,50% tanto na próxima reunião de ‪30 de outubro quanto na reunião de dezembro, trazendo a Selic para 4.5% ainda em 2019. Antes a corretora projetava 5% ao ao. Esses 4,5% devem permanecer até o fim de 2020.

Como o mercado ainda não incorpora os cortes de juros adicionai que a XP prevê e, além disso, os preços anteveem um ciclo de alta de juros começando no primeiro trimestre do ano que vem, faz sentido para aqueles que podem abrir mão da liquidez ter em carteira papéis pré-fixados com prazo entre 2 e 3 anos.

Já Pedro Galdi, da corretora Mirae Asset, observa que a indicação de juros menores pelo Copom deve provocar alguma reação nos preços de ações relacionadas ao consumo, o que pode ajudar no rumo do Ibovespa.

Vale, da MB, vê espaço para queda mesmo com dólar alto

Para Sérgio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados, há espaço para queda para menos de 5% ao ano. “O dólar tende a ficar por onde está e mesmo tendo subido como subiu não houve riscos pra inflação, pelo contrário, as revisões são para baixo”, observa. Como a economia mundial tem grande risco de desaceleração mais forte, há espaço para que a Selic caia um pouco mais.

O economista lembra que a capacidade ociosa da economia brasileira ainda é bem elevada e um crescimento do PIB de 0,9% este ano e 1,6% ano que vem não parece nada preocupante para a inflação. “Assim, acho que o BC pode fazer esse movimento sem riscos relevantes pra inflação”, afirma Vale. E isso acaba ajudando um pouco no crescimento do ano que vem, “nada muito relevante, mas toda ajuda nesse caso sempre é bem-vinda, especialmente por não gerar pressão inflacionária”, conclui.

Safra espera queda no começo de 2020

No Banco Safra, o economista Carlos Kawall considerou a declaração novamente mais “dovish” do que o esperado, em particular no que se refere às suas previsões de inflação. Por isso, o economista mudou a projeção para a Selic no fim do ciclo de queda para 4.5%, com outros 0,50 pontos em 30 de outubro e mais 0,25 ponto em 11 de dezembro e janeiro.

Já o Bradesco, que já trabalhava com uma Selic de 4,75 no fim deste ano, considera que o comunicado do Copom reitera essa expectativa, reconhecendo a possibilidade de que a taxa possa chegar abaixo desse nível ao final do ciclo de queda.

LCA e BTG esperam ata do Copom na semana que vem

Outro banco que está revendo sua estimativa, aguardando porém a divulgação da ata da reunião do Copom na semana que vem, é o BTG Pactual. Para o banco de investimentos, com base nas projeções de inflação do BC, a tendência seriam mais dois cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas duas reuniões, levando a Selic para 4,5 por cento, com novos cortes no início do ano que vem. O risco para esse cenário seria uma piora muito forte do cenário externo ou uma aceleração mais rápida da economia, o que o banco acha menos provável.

A decisão e o comunicado do Copom parecem sugerir que é elevada a probabilidade de que o ritmo de corte da Selic seja mantido em 0,50 pontos na próxima reunião do Copom, diz a LCA Consultores. Adicionalmente, as chances de que a Selic seja reduzida para abaixo dos 5% parecem ter passado a preponderar. “Neste sentido, as informações adicionais a serem apresentadas na Ata, no próximo dia 24, deverão ser examinadas com cuidado”, afirma consultoria. De todo modo, a projeção para a Selic da LCA será revista para baixo, diz a consultoria.

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