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O que é depósito compulsório e como ele afeta a bolsa

Quando há notícias sobre mudanças no depósito compulsório, os mercados se agitam e, geralmente, os bancos e a bolsa de valores sofrem oscilações. Mas, afinal, o que é esse depósito? Por que afeta o mercado? Pode afetar meus investimentos?

Se você está com essas dúvidas, continue lendo a matéria porque a SpaceMoney vai tentar te ajudar nesse assunto.

O que é depósito compulsório?

O depósito compulsório, ou recolhimento compulsório, é uma prática adotada pelo Banco Central do Brasil (Bacen) para reter parte do dinheiro da economia por meio dos bancos comerciais. Os bancos, por sua vez, deixam uma parte de seus recursos próprios com o Bacen.

Segundo o próprio BC, esse dinheiro pode ser utilizado como “um colchão de liquidez”, isto é, reservas monetárias acionadas em situações de crise, como a atual, com inflação baixa e economia desaquecida.

Os bancos podem depositar a quantia determinada pelo Bacen através de depósitos à vista, parcelados ou por poupança.

Quando há chances do depósito compulsório ser reduzido?

A política monetária brasileira permite que o Bacen reduza ou aumente a alíquota do compulsório a qualquer momento. Atualmente, essa alíquota equivale a 31% para recursos a prazo e 21% para recursos à vista.

Nesta semana, declarações do presidente do Bacen fizeram crescer a expectativa do mercado sobre uma mudança nessa política.  Roberto Campos Neto afirmou que há intenção de promover uma “redução estrutural da necessidade de depósitos compulsórios”. Segundo ele, “o Brasil tem, atualmente, um volume de compulsório alto, em torno de R$ 400 bilhões”. A ideia é que parte dessa montante volte a circular com a medida.

De fato, a injeção de recursos viria em boa hora para uma economia que se mostra ainda distante da recuperação do crescimento.

No dia 6 de setembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,11% em agosto.A taxa é inferior ao 0,19% registrado em julho, o que denota desaceleração da atividade econômica.

Além disso, o IBGE também divulgou, em agosto, que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,2% entre janeiro e março e cresceu 0,4% entre abril e junho.

Quando há chances da alíquota aumentar?

Em momentos de economia aquecida, com muita moeda em circulação e inflação alta, o governo procura acalmar os mercados aumentando a alíquota. Isso reduz a capacidade de empréstimo dos bancos, freando a atividade produtiva e o consumo.

A redução do compulsório beneficia os bancos?

Segundo o sócio da Ipê Investimentos Sérgio Brito, “para os bancos essa ação é muito atraente, pois eles terão mais recursos ativos para operar e maior volume de crédito para emprestar. Assim, a capacidade de geração dos bancos tende a aumentar”, explica.

Além disso, Brito acredita que, com a mudança, as ações dos grandes bancos podem se valorizar. No dia do anúncio de Campos Neto, por exemplo, os papéis do Bradesco (PN), do Itaú Unibanco (PN), do Banco do Brasil e do Santander registraram, cada, valorização de quase 3%.

Essa mudança pode afetar meus investimentos?

“Se o investidor já possuir ativos desses bancos, e houver a redução dos compulsórios, ele pode esperar uma boa alta. Se, por outro lado, ele estiver pensando em comprar as ações dessas instituições, minha recomendação é de que espere a baixa para lucrar mais. Mas é importante, também, ter em mente que os bancos fazem parte das empresas mais negociadas da bolsa e que possuem, assim, maior volatilidade”, alerta Brito.

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