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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil, ou IBC-Br, é um marcador que tem como objetivo avaliar a evolução da atividade econômica do Brasil. Além disso, ele também contribui para a elaboração da estratégia monetária do Banco Central. Ele é divulgado mensalmente pelo Bacen.

Como exemplo, ele informa a tendência dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB), mas cuidado, porque isso não significa dar o valor exato desse marcador. Além disso, também ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) a definir a taxa básica de juros, ou Selic.

Por fim, o IBC-Br permite acompanhamento pontual da evolução da atividade econômica, por ser mensal. Aí você pode se perguntar: o PIB não faz a mesma coisa? O PIB, de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia.

O IBC-Br considera os setores da indústria, da agropecuária e dos serviços. Já o PIB computa dados de consumo da população, do governo, investimentos do Estado, exportações e importações.

Como ele é calculado?

O IBC-Br é construído com base em dados do volume de produção agropecuária, industrial e do setor de serviços. Ele também leva em conta o índice de volume dos impostos sobre a produção.

Também são utilizadas outras informações sobre a estrutura do país, como as obtidas na Pesquisa Industrial Anual (PIA), na Pesquisa Anual de Serviços (PAS) e na Produção Agrícola Municipal (PAM).

Além disso, é importante saber que o IBC-Br é calculado apenas pela perspectiva da oferta, ou seja, da produção de agricultura, indústria e serviços. Assim, esse marcador não balanceia a oferta e a demanda, ao contrário do PIB. Como dito acima, o PIB ilustra um quadro mais abrangente e, assim, equilibra os dados da oferta com os da demanda durante o período de um ano.

Os IBC-Br impacta o mercado e os investimentos

Por ser um marcador importante que espelha a atividade econômica, os investidores, principalmente aqueles institucionais, se animam com a notícia. “Como ele expressa o aumento ou a diminuição de grandes setores da produção no Brasil, a divulgação de seu resultado impacta os investimentos e a confiança no país”, afirma o sócio da Ipê Investimentos Sérgio Brito.

Em novembro de 2019, o Banco Central divulgou que, em setembro, o IBC-BR registrou alta de 0,44% em relação ao mês de agosto. Naquele momento, segundo a Reuters, a expectativa do mercado era de apenas 0,3%.

“O IBC-Br avalia a tendência econômica do país. Mesmo sendo no curto prazo, o resultado pode estimular a chegada de mais investimentos ao Brasil, uma vez que representa uma melhora em nossa capacidade economia”, explicou Brito. No dia da última divulgação do IBC-Br, o Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, encerrou o pregão com alta de 0,4%. Outros fatores, como a guerra comercial, não permitiram que os investidores realizassem tantos ganhos. “É claro que os investidores, nacionais e estrangeiros, olham o avanço do IBC-Br, mas, como somos emergentes, fatores maiores, como a guerra comercial, impactam bastante a nossa bolsa”, finalizou Brito.

Contudo, com o resultado, o presidente do Bacen, Roberto Campos Neto, disse que os números “mostram reversão da tendência de fraqueza” da economia. A visão otimista de Campos Neto pode ser explicada pelo fato de que a alta de 0,44% representou a segunda alta mensal seguida do índice e o melhor desempenho em quatro meses.

Além disso, para o mês, o desempenho é o mais forte desde 2013 (alta de 0,60%). No acumulado de 12 meses, o IBC-Br cresceu 0,99%, de acordo com a Reuters. Segundo a agência, o setor de serviços e o desempenho das vendas do comércio influenciaram a recuperação da economia.


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