Esqueça as propagandas e o senso comum: se um banco ou uma corretora é a melhor opção, só você pode saber. “Não é uma ciência exata”, diz Estevão Garcia, professor da FIPECAFI. “Existem opções em ambas as instituições”. 

Derrubados os mitos, o primeiro passo é pesquisar bastante, recomenda o professor. Para começar esse trabalho, separamos nesta SpaceDica alguns fatos essenciais que podem guiar essa pesquisa. 

Modelos de atendimento

Muito provavelmente você tem uma conta em banco — e pode achar que sabe como essa instituição funciona. “Uma vantagem, nesse caso, poderia ser operar com integração à conta corrente”, lembra Cristiano Correa, professor de finanças do Ibmec SP. “Mas hoje a maioria das corretoras não cobra TED, por exemplo”. 

E já ter um relacionamento com o banco pode trazer benefícios? Não necessariamente. “Como são gigantes, os bancos só conseguem ter um bom atendimento para uma fração dos clientes”, explica Estevão Garcia. Enquanto isso, as corretoras, pequenas quando comparadas aos “bancões”, conseguem dar atenção qualificada a seu menor número de clientes. 

“Nas corretoras dos bancos, você vai ter acesso a todos os produtos que teria numa independe”, diz Cristiano Correa. “Mas a prioridade de oferecimento é daqueles com maior rentabilidade, pois é assim que o sistema de remuneração dessas instituições funciona”.  

Enquanto isso, as corretoras distribuem seus produtos via agentes autônomos de investimentos, profissionais que ganham no (maior ou menor) rebate dos produtos que vendem para seus assessorados. “Há a brecha para a entender que algum AAI pode tentar  empurrar algo fora do perfil do cliente, mas que tem uma taxa de rebate maior”, explica o professor da FIPECAFI. 

Taxas

Outro fator que atrai o investidor para corretoras independentes são as taxas de corretagem geralmente menores. O professor Cristiano Correa explica que a taxa cheia de corretagem, na B3, é R$ 25 por execução de ordem.

“Mas as pessoas físicas na bolsa, em grupo, negociaram esse valor com corretoras”, diz. Por exemplo: grupos de 100 pessoas podem conseguir a taxa de R$ 20 por ordem. “Isso não é possível de ser feito com bancos”, completa o especialista. 

Cenário em transformação

“Os bancos estão perdendo mercado e tentando recuperar o terreno”, acredita Estevão Garcia. Na briga, um vencedor é certo: o investidor. Com a competitividade acirrada, não apenas a qualidade do atendimento, tanto de bancos quanto de corretoras, deve aumentar, mas também o leque de produtos para os brasileiros. 

“O mercado americano, por exemplo, tem um caminhão de ETFs disponíveis e as opções vencem semanalmente”, lembra Cristiano. “A tendência é que, com a maior competição, tenhamos essa sofisticação também no Brasil”.

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