A XP Investimentos manteve em junho as carteiras recomendadas do mês passado para os perfis conservador, moderado e agressivo. A decisão é diretamente ligada às incertezas entre investidores e especialistas do mercado, que aguardam mais “clareza no cenário político” brasileiro e internacional. 

“No mês de maio os mercados continuaram a se recuperar, com as bolsas fechando em alta ao redor do globo, assim como outros vários ativos de risco, de commodities a moedas de países emergentes”, resume a equipe da XP.  “Abaixo da superfície percebemos a exacerbação de tendências novas: ações de Tecnologia, por exemplo, já estão positivas no ano, enquanto setores como Turismo e Petróleo estão bem negativos.”

Carteiras

Com as baixas sequenciais nas taxas de juros de curto prazo, o cenário desafia investidores com menos apetite a risco. Na carteira de perfil conservador, o investimento em pós-fixados toma 90% do portfólio, completado por ativos de renda fixa indexados à inflação. “Na parcela de pós-fixados os resultados se consolidaram no território positivo, com os prêmios de crédito finalmente recuando e se estabilizando”, explica a equipe. 

Especialistas projetam que “os fundos de crédito passaram a se recuperar, e a grande maioria já apresentou retornos positivos e acima do CDI em maio.”

O portfólio recomendado aos moderados também continua com as mesmas alocações do mês passado, “interrompendo momentaneamente o movimento de aumento de risco iniciado no final de março”. A equipe prioriza exposição “relevante” a ativos globais diversos. No Brasil, os favoritos da corretora são de renda fixa inflação – principalmente ativos de crédito – e variável.

Analistas explicam que  cerca de 30% da carteira está atrelado às taxas de juros de um dia, “sendo que 5% com possibilidade de resgate rápido, necessária para atender as necessidades de liquidez do próprio investidor e também nos possibilitando alterações rápidas na alocação.”

O mesmo acontece com as recomendações a investidores de perfil agressivo. A XP manteve as mesmas alocações dos últimos dois meses, interrompendo a tendência de maior exposição a risco que se seguia em março. “Continuamos com 34,5% da carteira em Renda Variável, sendo 22,5% em Brasil e 12% em Internacional, dos quais 8% estão em fundos também expostos à variação do câmbio”, resume.

O relatório completo, com análises da conjuntura econômica e detalhes das carteiras, está disponível neste link.

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