
Lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstram preocupação diante da possibilidade de candidatura do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), ao Senado Federal por São Paulo (SP) nas eleições de 2026.
Nos bastidores, avaliam que, apesar de sua aliança com o presidente Lula, Alckmin possui um forte recall eleitoral no estado, onde governou por quatro mandatos, o que lhe conferiria chances expressivas de vitória.
Quais serão as estratégias adotadas por bolsonaristas para atingir Alckmin?
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) enxergam a candidatura de Alckmin como uma ameaça direta aos planos do ex-presidente de eleger nomes alinhados a ele para as duas cadeiras que serão disputadas no Senado Federal por São Paulo (SP).
A presença do vice-presidente na Casa Legislativa, segundo esses interlocutores, poderia resultar em um reforço para a defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que já atuou como seu secretário no governo paulista.
Acordo com Tarcísio de Freitas
Conforme noticiado, Jair Bolsonaro possui um acordo com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a formação da chapa ao Senado Federal em 2026. O combinado seria que cada um vai indicar um candidato, e estruturar assim uma estratégia eleitoral conjunta.
Bolsonaro admite Michelle candidata em 2026 se ela indicá-lo a Casa Civil
Em entrevista exclusiva à CNN, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não descartou a possibilidade de sua esposa, Michelle Bolsonaro, concorrer à Presidência da República em 2026, com ele no cargo de ministro da Casa Civil em caso de vitória da ex-primeira-dama.
“Vi na pesquisa do Paraná Pesquisas que ela está na margem de erro do Lula. Esse evento lá fora vai dar uma popularidade enorme para ela. Não tenho problemas, seria também um bom nome com chances de chegar. Obviamente, ela me colocando como ministro da Casa Civil, pode ser”, afirmou.
E quanto ao plano para assassinar Moraes, Lula e Alckmin?
“Quem porventura escreveu isso aí, que se responsabilize. Isso está na conta do General Mario e, não está lá, no plano, o nome dos três lá, dá a entender que são eles. […] Você vai sequestrar e envenenar? Os cara vivem com N seguranças, era um clima impossível”, disse.
Bolsonaro negou conhecimento de um plano chamado “Punhal Verde e Amarelo” para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e destacou a impossibilidade devido à segurança.