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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a crescente adoção de políticas protecionistas no comércio internacional reforça a necessidade de aprofundar a integração econômica entre os países do BRICS.
Lula destacou que a presidência brasileira do bloco está comprometida com o desenvolvimento de plataformas de pagamento e outras medidas para superar os entraves à cooperação.
A declaração foi feita na quarta-feira, 26 de fevereiro, durante a abertura da reunião de sherpas do BRICS, em Brasília. Esse encontro reúne representantes dos governos dos países do bloco — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — para discutir estratégias e coordenação política.
“A atual escalada protecionista na área do comércio e investimentos reforça a importância de medidas que busquem superar os entraves à nossa integração econômica. Aumentar as opções de pagamentos significa reduzir vulnerabilidade e custos. A presidência brasileira está comprometida com o desenvolvimento de plataformas de pagamentos completamente voluntárias, acessíveis, transparentes e seguras”, afirmou Lula.
Foco na nova revolução industrial no BRICS
Além das iniciativas financeiras, o presidente enfatizou a necessidade de fortalecer a parceria do bloco na nova revolução industrial.
Segundo ele, é fundamental atualizar a estratégia econômica do BRICS para 2030, garantindo que os países do grupo tenham soluções inovadoras que agreguem valor à produção e diversifiquem suas economias.
“Diante da rapidez com que a indústria vem se transformando, estarão entre nossas prioridades aprofundar a parceria para a nova revolução industrial e promover a necessária atualização da estratégia para parceria econômica dos BRICS para 2030. Precisamos de soluções que diversifiquem e agreguem valor à produção de países em desenvolvimento”, destacou.
Plataformas de pagamento e fortalecimento econômico
Nos últimos anos, o BRICS tem buscado alternativas para reduzir a dependência do dólar nas transações comerciais entre os países-membros.
O desenvolvimento de plataformas de pagamento próprias, citado por Lula, faz parte desse esforço, visando diminuir custos e facilitar o comércio dentro do bloco.
Com a presidência brasileira em 2024, o Brasil tem a missão de coordenar ações que fortaleçam a economia do grupo diante dos desafios globais, incluindo as restrições impostas por medidas protecionistas de grandes economias.