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Quem são os investidores institucionais e como influenciam o mercado

Se você é interessado no mundo dos investimentos, provavelmente já ouviu falar dos investidores institucionais. E, geralmente, vemos muitas especulações envolvendo esse grupo, certo?

Mas, afinal de contas, quem são essas entidades? O que fazem? Como são capazes de mexer tanto com o mercado e o fluxo de capitais? Neste artigo, a SpaceMoney vai tentar responder essas e outras questões.

Quem são?

Os investidores institucionais são pessoas jurídicas, isto é, empresas, governos, fundações e outras organizações que investem no mercado de capitais. Entre eles, os principais são fundos de Investimentos, bancos, family offices (escritórios que fazem a gestão de recursos de famílias com patrimônio relevante) e seguradoras.

Essas organizações atuam no mercado de capitais comprando e vendendo grandes volumes  de ativos, que podem ser ações, moedas, commodities e outros. E, geralmente, possuem equipe técnica especializada em desenvolver estratégias de acordo com o perfil de seus cotistas em termos de risco, remuneração e liquidez.

“Os investidores institucionais possuem objetivos individuais de acordo com seus clientes e, por isso, cada um tem a sua estratégia única. Mas, no geral, todos procuram algo em comum: a riqueza”, explica Leandro Botelho, gerente de projetos da Ipê Avaliações.

Segundo dados Boletim de Mercado de Capitais da Anbima, os investidores institucionais detêm neste ano 47,3% do volume de ofertas públicas de ações colocadas no mercado. Entre janeiro e maio, as operações de renda variável movimentaram R$ 8 bilhões, contra R$ 6,9 bilhões no mesmo período do ano passado.

Como influenciam o mercado?

No mercado da renda variável

Nesse mercado, os investidores institucionais são, em termos de recursos, os maiores investidores. Por isso, as principais variações na cotação dos ativos se dão pela compra e venda dessas entidades. Muitas vezes, são acompanhados por outros investidores, que observam seu comportamento para agir em conjunto.

“Os grandes movimentos de valorização e desvalorização são resultado das tomadas de decisão desses investidores a partir de especulações e análises dos cenários políticos e econômicos. Uma pessoa que aplica na bolsa, sozinha, não vai gerar alteração no mercado. Mas se um fundo de previdência grande decide mudar sua estratégia e comprar ações de determinada empresa de uma vez, a variação no preço do ativo será grande”, afirma Botelho.

Ele ainda explica que é comum, quando um investidor institucional muda de posição, ele tentar fazer isso por meio de volumes pequenos para não alertar o mercado sobre seu movimento de curto prazo e não prejudicar preços de ativos.

A ação de agentes institucionais é tanto nacional quanto internacional. Segundo informações da Agência Brasil, até agosto de 2019, investidores estrangeiros retiraram um total de R$ 21,9 bilhões da Bovespa. “Esse acontecimento influencia na oscilação da bolsa e é ocasionado por cenário políticos globais”, pontua Botelho.

No mercado do câmbio

“Podemos usar como exemplo a crise da desvalorização do Real em 1999. Naquela época havia muitos investidores institucionais estrangeiros na bolsa brasileira e também havia uma paridade do real com o dólar. Era 1 para 1. O grande investidor estrangeiro começou a apostar contra, especulando que o Bacen não conseguiria manter essa paridade e começou a vender reais. Nesse movimento, os investidores pequenos fizeram o mesmo e a moeda foi desvalorizada. A paridade acabou”, explica Botelho.

De maneira contrária, se um investidor estrangeiro quer aplicar no Brasil, ele comprará títulos públicos. Para isso, precisará de uma grande quantidade de reais. Na compra, o preço do real pode se valorizar em relação ao dólar por conta da grande demanda. “Mas, quando isso acontece, eles [os investidores institucionais] compram [o real] aos poucos para que não haja tanta variação”, completa Botelho.

Como os investidores individuais podem se beneficiar com a movimentação dos investidores institucionais?

Os investidores individuais podem se beneficiar das expectativas dos institucionais, reproduzinAssim, eles podem saber em quais ativos os grandes fundos de investimentos ou bancos estão apostando, por exemplo. Dessa forma, eles se beneficiam do resultado das análises feitas pelas áreas de pesquisa.

Além disso, o individual pode decidir delegar a um institucional a gestão de seus recursos. Para tanto, ele pode comprar cotas de algum fundo de investimento e se beneficiar da equipe de análise e gestão do fundo sem precisar, por conta própria, realizar tais tarefas. O investidor individual só precisa buscar o fundo de investimento que represente melhor seu perfil de risco, retorno e liquidez

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