
A Intelbras (INTB3) registrou um lucro líquido de R$ 118 milhões no segundo trimestre, cifra 22% acima da reportada sobre igual período de 2022.
O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 15,8% em um ano, a R$ 137,7 milhões no intervalo entre abril e junho passados.
A margem EBITDA ajustada atingiu 14,2%, um avanço de 2,5 p.p. em doze meses.
A receita líquida, no entanto, retraiu 4,4% em um ano e somou R$ 970,8 milhões no segundo trimestre.
Recomendações
A XP Investimentos reiterou sua recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 38,00 por ação para o fim deste ano, mas pontuou que o conjunto de resultados foi fraco na base de comparação anual.
Embora a margem EBITDA tenha avançado, suportada por uma forte expansão da margem bruta em todas as unidades de negócios, analistas não acreditam que as margens não serão a solução desta vez.
As ações já caíram 14% no valor acumulado deste ano.
Bernardo Guttmann e Marco Nardini atribuem essa performance negativa principalmente ao cenário desafiador para o segmento solar, com:
- – (i) as mudanças nas regras de geração distribuída que entraram em vigor em janeiro; e
- – (ii) queda na participação de financiamento para sistemas fotovoltaicos.
Dito isso, embora acreditem que a desaceleração do segmento solar já esteja precificada nos níveis atuais, podemos ver um desempenho negativo das ações após esses resultados do segundo trimestre, já que a empresa entregou uma queda acentuada na receita do segmento de energia, o que vai ofuscar a melhoria da margem bruta.
Analistas dizem ter pouca visibilidade sobre a evolução deste segmento para os próximos trimestres.