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A partir desta quinta-feira (17), os 65 milhões de brasileiros beneficiados pelo auxílio emergencial terão de se adaptar a uma nova realidade: as parcelas de R$600, ou R$1.200 para mulheres que são chefes de família, sofrerão redução pela metade. O novo valor de R$300 será pago até dezembro de 2020, quando o benefício deve ser extinto de vez.

Pago desde março de 2020, o auxílio emergencial é uma política governamental que tem o objetivo de minimizar os efeitos econômicos da pandemia de covid-19. Para isso, distribui os valores para famílias com renda de até três salários mínimos, ou R$3.135, compostas por trabalhadores informais, autônomos ou desempregados. 

Foi o que aconteceu com Graziellen Gramosa: a cabeleireira de 19 anos viu os clientes diminuírem desde março e contou com o benefício do governo para ajudar a manter a casa onde vive com a mãe e a irmã. “O auxílio ajudou muito a fazer compras no supermercado e pagar as contas. Agora, como diminuiu e eu fui cortada [do benefício], não sei como serão as coisas”, diz ela.

A mãe da jovem, que também é trabalhadora informal, seguirá recebendo o auxílio no valor destinado a chefes de família. “ Não vou mais conseguir pagar as minhas despesas pessoais, porém, para a comida pelo menos nós teremos”, conta Graziellen, que já procura uma vaga de emprego formal há mais de um ano pela internet.

Planejamento financeiro

Para quem ficará em situações similares à de Graziellen, o planejador financeiro Afrânio Alves aconselha a criação de um orçamento familiar. Ele afirma que essa não é uma das etapas mais fáceis do planejamento porque exige esforço, especialmente para quem ainda não está habituado, mas defende sua importância.

 “Na maioria das vezes as pessoas fazem isso de forma automática na compra de alimentos, gastos com moradia, transporte e, quando sobra, lazer”. Alves, que é criador do site Meu Consultor Financeiro, explica que o orçamento existe para que possamos compreender o total da renda, ou seja, quanto dinheiro chega todo mês, e como ele é distribuído entre as decisões da família.

Especialmente nos casos em que a renda é variável ou se extinguirá em breve, o planejamento financeiro é essencial. “O ideal seria que quem dependia do auxílio e já sabia da redução se programasse antecipadamente. Com isso não seria pego de surpresa e o impacto nas contas seria menor”, afirma Alves.

Economia no mercado

Um dos destinos mais frequentes para o dinheiro do auxílio é a compra de comida. Cerca de 54% dos beneficiários afirmam usar o benefício para a alimentação, de acordo com uma pesquisa do Datafolha divulgada no mês passado. Segundo o planejador financeiro, é possível aproveitar melhor o dinheiro, mesmo com o preço dos alimentos em alta, por meio de algumas estratégias.

A primeira delas é adotar uma etapa de pesquisa de preços anterior às compras para evitar que a comodidade dos mercados mais próximos de casa não traga prejuízo ao bolso. “Temos outras possibilidades dentro do bairro ou talvez em outros com preços diferenciados e promoções, como as tradicionais quartas-feiras da carne ou a quintas-feiras das frutas e verduras, que podem ser aproveitadas”, indica ele.

Técnicas como a elaboração de listas também são benéficas, pois estimulam o consumidor a adquirir apenas o necessário e ajudam a diminuir as chances de comprar itens apenas porque estavam em promoção. Além disso, também é importante evitar o desperdício de alimentos que já estão em casa, como aquelas verduras ou potes de arroz esquecidos no fundo da geladeira e que se encontram com preços altos nas prateleiras do mercado.

Parcelamento de contas

Como opção para diminuição dos gastos dos brasileiros, concessionárias de luz e água de todo o país têm oferecido a possibilidade do parcelamento das contas básicas; algumas em até 12 vezes sem juros.

A família da Graziellen não entrou nessa onda de parcelamentos que, segundo Alves, pode oferecer um alívio financeiro momentâneo e tornar-se uma dor de cabeça no futuro. “Os parcelamentos representam um risco se a situação de escassez de renda perdurar por muito tempo. Quando do restabelecimento do dinheiro, a prioridade da família tem de ser cumprir com essas despesas que já foram consumidas e se tornaram dívidas duradouras”, afirma ele.

As linhas de crédito, entre elas os empréstimos e cheque especial, também se enquadram nessa mesma regra. Deve-se buscar sempre arcar com compromissos assumidos com concessionárias ou credoras para evitar os juros e aumento das dívidas.

Dicas para todas as ocasiões

Após a adaptação à diminuição do auxílio, o brasileiro terá logo outra realidade a enfrentar: o fim do benefício em dezembro de 2020. Para isso, o planejador financeiro Afrânio Alves traz algumas dicas:

1. Gaste menos do que ganha

É preciso ter consciência sobre o consumo individual ou familiar. A falta de renda será temporária, as pessoas irão se recolocar, mas, a qualquer momento, se o consumo estiver desequilibrado, a renda pode ser até multimilionária e mesmo assim as contas não fecharão.

2. Crie uma reserva de emergência

Constituir uma reserva para imprevistos deixa as suas finanças mais resistente às intempéries que acontecem. A vida é cheia de altos e baixos e momentos diferentes para as pessoas e para a economia; uma reserva garante a alimentação, contas e pagamentos necessários sem que seja preciso contrair novas dívidas.

3. Procure novas fontes de renda

O meio pelo qual se conseguirá mais renda depende muito das habilidades que as pessoas já têm no seu nicho. Uma das orientações é que se procure, com criatividade, desenvolver competências em áreas com demanda atualmente. Procure entregar um produto ou serviço dos quais as pessoas tenham necessidade e busque alternativas que gerem renda.

4. Conheça os benefícios do INSS

O seguro mais acessível com que podemos contar atualmente no Brasil é o seguro social, o nosso INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Além de seu público mais famoso, que são os trabalhadores com carteira assinada, ele também pode ser pago facultativamente por informais. Assim, essa categoria também passa a ter acesso a seus benefícios que incluem desde a função previdenciária até a licença-maternidade e afastamentos do trabalho por doenças temporárias ou permanentes.


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