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Você está no terceiro ano do ensino médio escolhendo qual carreira seguir. O diretor da escola entra na sala e faz um discurso motivador sobre como você vai ser uma pessoa de sucesso se passar nos melhores vestibulares. “Eu conto ou vocês contam?”. 

Um dos principais motivos de eu ter escolhido o curso de economia e ter estudado muito para passar na USP sem cursinho foi pensar em um crescimento rápido de carreira, que me permitiria o plano perfeito: chegar aos 30 anos com uma carreira sólida, um carro bom, apartamento decorado e conhecendo pelo menos uns cinco países por ano.

Daqui a menos de três meses eu completo 29 anos e, caso os números da loteria não batam com a minha “sorte”, dificilmente vou bater essas metas. Não apenas porque a vida não segue uma equação linear, mas também porque há várias variáveis exógenas que não consideramos quando fazemos planos, como as recentes crises econômicas e uma pandemia.

Assim começo a minha coluna na SpaceMoney. Meu objetivo aqui não é trazer uma visão romantizada de como uma organização financeira e o mercado financeiro podem te fazer ficar milionário da noite para o dia. Quero trazer a visão de uma jovem brasileira que estuda e trabalha muito para alcançar os seus sonhos e sente o conceito de economia na raça: alocar os recursos escassos com eficiência. Afinal, não é uma tarefa fácil pagar as contas essenciais, ajudar a família, fazer cursos, especializações, pensar em investimentos, ter lazer, fazer compras e garantir o dinheiro da cerveja com os amigos (mesmo virtualmente).

Portanto, caro(a) leitor(a), nesta coluna vou compartilhar um pouco dessa minha experiência com finanças pessoais pois, embora não exista exatamente uma receita mágica para a segurança financeira, acredito que a informação nos empodere para tomar as melhores decisões em relação ao nosso dinheiro. E a crise causada pela pandemia da Covid-19 trouxe mudanças significativas na forma como consumimos produtos e serviços, além de lembrar o brasileiro da importância de ter sempre uma reserva de capital.

Para começar a sequência de artigos sobre finanças pessoais, aqui vai o primeiro passo para se organizar: mensure suas finanças. Você, com certeza, já ouviu aquela frase do William Edwards Deming: “o que não é medido não é gerenciado”. Por mais óbvia que pareça, essa ainda é uma prática pouco utilizada. Você sabe quanto teve de gastos, receita e o que economizou no último mês?

Há diversas formas de fazer essa organização e, felizmente, hoje a tecnologia é uma grande aliada. No meu caso, eu optei por um aplicativo de gestão de finanças pessoais. A princípio, baixei mais pela curiosidade e escolhi um que integra minhas contas bancárias e cartões de crédito. Mas, para mim, serviu como uma lupa para identificar três pontos de atenção:

  1. Gastos desnecessários com bancos e tarifas bancárias;
  2. Gastos elevados com bares, restaurantes e mercado;
  3. Assinaturas que eu não utilizava.

 

É interessante que esses aplicativos segmentam os gastos e, quando você visualiza a composição dos mesmos, fica evidente o que precisa cortar. Irei detalhar como fiz em cada caso nos próximos artigos.

Além do aplicativo, eu sempre utilizo uma planilha semelhante a um “fluxo de caixa” de uma empresa, principalmente para traçar projeções e acompanhar o que foi realizado. Parece complexo, mas comece de forma simples: sua renda, os custos fixos (aluguel, condomínio etc.), uma estimativa de outros gastos, que pode ser uma meta de gastos no cartão de crédito e uma porcentagem de economia/investimento. Faça essa análise considerando os próximos meses.

Com um primeiro mapeamento da sua situação financeira, os próximos passos são: cortar o que é desnecessário e estabelecer os seus objetivos, que serão temas dos próximos artigos. Até mais!

 


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