Apesar do impacto do coronavírus nas vendas do primeiro trimestre, a varejista Magazine Luiza recebeu recomendações de compra da XP Investimentos e do BTG Pactual. Além disso, a XP aumentou a avaliação da companhia, e subiu o preço-alvo de R$ 58 para R$ 71/ação.

As lojas físicas da Magazine Luiza estão fechadas desde o fim de março. Com isso, a varejista registrou queda de 4,5% nas vendas, na comparação trimestral. Por outro lado, vendas online cresceram 72,6% na comparação anual, incluindo a Netshoes, “uma aceleração muito significativa até o momento”, dizem analistas da XP.

Além disso, a receita líquida foi de R$ 52 bilhões, um aumento de 20% no trimestre. O Ebitda ajustado alcançou R$ 274 milhões, bem abaixo do que esperavam analistas e representando contração de 31% em relação ao mesmo período de 2019.

A corretora aposta alto no próximo trimestre, e espera aumento significativo nas vendas pela internet. O e-commerce deve ser o carro-chefe da companhia no período, já que o canal online compensou as perdas do varejo físico no primeiro trimestre. “Em abril as vendas online da empresa mais que dobraram e em maio as mesmas triplicaram, impulsionadas pelas diversas iniciativas para fortalecer o ecossistema do Magalu”, destaca a XP.

O banco BTG Pactual também confere recomendação de compra para as ações da Magazine Luiza, mas com alvo um pouco mais baixo, de R$ 52/ação. Da mesma forma que a XP, o banco enxerga um cenário difícil, como consequência da pandemia, mas que indica crescimento dos canais virtuais.

“Vemos a companhia bem posicionada no comércio eletrônico brasileiro e como empresa competitiva em multiplataforma, reforçado pelo forte desempenho em abril e maio“, diz o BTG em relatório. O comércio eletrônico deve se solidificar nos próximos anos, e a Magalu representa um nome forte para se consolidar no futuro. 

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