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Ibovespa se recupera ao longo do dia e encerra em alta; dólar cai com especulação de recessão nos EUA

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O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (03) em alta. Após um dia de bastante oscilação, a bolsa brasileira viu seus números subirem e terminou a sessão com valorização de 0,48%, totalizando 101.516,04 pontos.

Dólar

Na direção oposta, o dólar comercial encerrou o dia com baixa de 1,088%, cotado a R$ 4,0887.

As performances podem ser explicadas pelos principais acontecimentos de hoje:

EUA impõem tarifas sobre a UE

Os mercados globais também operaram em forte queda ontem. Dentre os principais motivos está o desapontamento com dados da indústria americana.

Além disso, seguiram estressados hoje por conta da Organização Mundial do Comércio (OMC) ter dado autorização aos EUA para impor tarifas sobre US$7,5 bilhões de importações da União Europeia.

Segundo relatório da XP Investimentos, o Escritório de Comércio Exterior dos EUA afirmou que serão impostas tarifas de 10% sobre jatos da UE e 25% sobre outros produtos como uísque, queijos e ferramentas. As taxas devem entrar em vigor a partir de 18 de outubro.

Europa com números fracos

O calendário de dados econômicos do dia foi dominado pelo lançamento do índice de serviços do IHS Markit e índices compostos de gerentes de compras (PMIs na sigla em inglês).

Os números de Markit para a Europa foram piores do que o esperado, com o PMI composto da zona do euro caindo para 50,1. O índice composto do Reino Unido caiu abaixo de 50, para 49,3, provocando uma nova baixa nas ações do Reino Unido.

A maior queda foi na Alemanha, cujo PMI composto caiu de 51,7 em agosto para 48,5 em setembro.

Corte de juros do Fed

Em meio aos receios com a desaceleração das economias globais, o mercado seguiu atento às decisões de bancos centrais de cortes de juros, principalmente no caso do Fed (Banco Central americano).

Segundo a Investing.com, espera-se que o Fed reduza as taxas para uma faixa de 1,50%, de 1,75%, da faixa atual de 1,75% a 2,00%.

Reforma da previdência

No território nacional, o ambiente político tende a sustentar alguma cautela. Na última quarta-feira (03) o Senado completou a votação em primeiro turno da reforma da Previdência.

Os seis destaques que foram apreciados ontem foram rejeitados ou foram retirados após negociação com o governo. A reforma encolheu R$ 133,2 bilhões na casa legislativa, e deve gerar economia próxima a R$ 800 bilhões em 10 anos.

A reforma precisa ser apreciada novamente em um segundo turno, que estava previsto para a próxima semana.

Desempenhos

Como previsto por vários analistas do mercado, a Vale (VALE3), o Fleury (FLRY3) e a Azul (AZUL4) tiveram bons desempenhos ao longo do dia.

A Vale divulgou ontem suas projeções de Ebitda , investimentos e fluxo de caixa para 2019, além das despesas relativas a parada de Brumadinho, em Minas Gerais.

O Ebitda deve variar entre US$ 10,8 / 12,9 bilhões em 2019. A projeção para os investimentos é de US$ 3,6/3,8 bilhões. Já a previsão para o fluxo de caixa é de US$ 6,5/ 9,4 bilhões em 2019.

Já os laboratórios da rede Fleury fecharam a compra de 100% da Diagmax Part. Pela operação, o Fleury pagará R$ 80,388 milhões, além de um pagamento de R$ 31,598 milhões em caso de atingimento de resultados acertados entre as partes.

A Azul registra crescimento acelerado desde os últimos meses, o que anima os mercados.

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